2008-10-19

Subject: Alarmante declínio dos chimpanzés africanos

 

Alarmante declínio dos chimpanzés africanos

 

 

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@ Anup Shah/naturepl.com

A população dos ameaçados chimpanzés da África ocidental na Costa do Marfim sofreu um declínio de 90% em menos de 20 anos, sugere um estudo agora conhecido.

Os investigadores descobriram 90% menos ninhos agora do que numa análise semelhante realizada em 1990, o que sugere que a população de chimpanzés caiu de 12 mil para apenas 1200 indivíduos.

A subida do nível de desflorestação e a caça furtiva são provavelmente os principais factores que conduziram a este declínio, acrescentam os investigadores. Os detalhes das descobertas do estudo podem ser consultados na última edição da revista Current Biology. 

A Costa do Marfim, que se pensa ser um dos últimos bastiões da espécie Pan troglodytes verus, estimava-se que ainda fosse lar de 8 a 12 mil chimpanzés, uma estimativa baseada essencialmente num estudo a nível nacional realizado entre 1989 e 1990.

Quando os cientistas realizaram a contagem mais recente, em 2007, usando as mesmas técnicas de 1990, descobriram uma situação muito diferente. "Os nossos resultados mostram que houve um declínio alarmante do número de chimpanzés e que é necessária acção urgente para impedir que desapareçam completamente", escrevem eles.

Os investigadores revisitaram 11 locais que tinham sido analisados há 17 anos. "O resultado dramático foi que na maioria das zonas onde tínhamos encontrado chimpanzés em 1990, não havia nenhum", refere o co-autor do estudo Christophe Boesch, que também esteve envolvido no estudo anterior. "Estávamos à espera de uma diminuição mas não de uma situação dramática como esta."

Boesch, director do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva na Alemanha, considera que a caça furtiva e a desflorestação estão a aumentar em resultado da população do país estar em rápido crescimento.

Estima-se que vivam actualmente na Costa do Marfim 18 milhões de pessoas, enquanto em 1990 a população era de 12 milhões. "A floresta foi cortada para o cultivo de plantas economicamente rentáveis e para a pecuária", explica ele.

 

"Os chimpanzés, como muitas outras espécies, também são caçados para carne. Em algumas regiões, incluindo a zona da África ocidental, está-se a registar o que ficou conhecido por 'síndroma da floresta vazia'. Esta situação ocorre quando a floresta permanece intacta mas foi esvaziada dos seus habitantes pela caça."

Os investigadores consideram que há uma ligação entre o aumento da população humana e as taxas mais elevadas de caça furtiva e desflorestação, mas a guerra civil que que o país se encontra desde 2002 só veio exacerbar o problema.

Para Boesch, no entanto, há uma réstia de esperança neste cenário negro. Um dos locais visitados foi a vizinhança do Parque Nacional Tai, onde a população de chimpanzés se deu bem melhor.

"O que diferencia esta população das restantes é o facto de estar localizada num parque nacional, o que significa que está completamente protegida da caça furtiva. Para além disso, durante o período de guerra civil, o parque foi apoiado por projectos internacionais de conservação."

Ele considera que a combinação de factores que funcionou para esta população aponta uma possível forma de, a longo prazo, proteger a sobrevivência da espécie. "Se queremos ser sérios acerca da conservação, a comunidade internacional tem que investir na conservação e tem que investir de uma forma sustentada."

Mas acrescenta que se um esforço global de conservação não for posto em prática rapidamente, as perspectivas são muito sombrias. "O nosso parente vivo mais próximo não vai sobreviver e pergunto a mim mesmo o que isso significará para o futuro do Homem se deixarmos esta espécie desaparecer." 

 

 

Saber mais:

Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology

Current Biology

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