2008-10-08

Subject: Alforreca fluorescente arrebata o prémio Nobel

 

Alforreca fluorescente arrebata o prémio Nobel

 

 

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Um truque inteligente 'emprestado' por uma alforreca valeu a dois americanos e um japonês o prémio Nobel da química.

Martin Chalfie, Roger Tsien e Osamu Shimomura tornaram possível explorar o mecanismo genético responsável pela fluorescência destes animais marinhos. 

Actualmente, os cientistas utilizam este conhecimento para marcar sistemas biológicos pois os marcadores fluorescentes revelam, por exemplo, como se desenvolvem as células cerebrais ou como as células cancerosas se disseminam através de um tecido. Podem até ser incorporadas em bactérias de forma a funcionarem como sensores biológicos de materiais tóxicos.

As alforrecas brilham debaixo de luz azul e ultravioleta devido à presença de uma proteína, conhecida por proteína verde fluorescente (GFP), nos seus tecidos.

Shimomura deu o primeiro passo crucial, isolando a GFP da alforreca Aequorea victoria, encontrada ao largo da costa oeste norte-americana em 1962. Foi também o responsável pela associação ao efeito da luz ultravioleta.

Entretanto, na década de 90, Chalfie demonstrou o valor da GFP "como marcador genético luminoso", como é descrita pela Real Academia Sueca de Ciências na citação para o prémio Nobel.

A contribuição de Tsien foi aumentar "a nossa compreensão da forma como a GFP emite fluorescência". Essencialmente, ele começou a afiná-la, de modo a alargar a paleta de cores para além do verde. Este aspecto foi significativo porque permitiu aos cientistas seguir uma série de processos biológicos ao mesmo tempo.

 

A GFP tornou-se uma ferramenta laboratorial vulgar em biotecnologia pois para além de ajudar na investigação fundamental simplesmente por revelar como os sistemas biológicos funcionam, tornou-se insubstituível no domínio da engenharia genética.

Os cientistas que tentam modificar uma planta ou um animal incluem quase sempre o gene responsável pela produção da GFP. Assim, a fluorescência dir-lhes-á se a modificação ocorreu com sucesso ou não, aumentando dramaticamente a eficiência da investigação.

Esta é a ciência por trás de populares histórias na imprensa sobre coelhos, borboletas, porcos, peixes e todos os outros animais verdes que emergiram dos laboratórios.

brainbowAté onde esta técnica de coloração pode ir foi eloquentemente demonstrado no ano passado por uma equipa da Universidade de Harvard. 

A equipa usou uma combinação de múltiplas proteínas fluorescentes para colorir neurónios com mais de 90 cores distintas. Publicaram uma imagem espantosa na revista Nature a que chamaram "brainbow" (arco-íris cerebral em inglês).

 

 

Saber mais:

Fundação Nobel

 

 

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