2008-10-06

Subject: Um quarto dos mamíferos ameaçados de extinção

 

Um quarto dos mamíferos ameaçados de extinção

 

 

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Um quarto das espécies mundiais de mamíferos estão ameaçadas de extinção, de acordo com o primeiro censo aprofundado desta classe de animais.

As populações estão em declínio em metade das espécies de mamíferos, em alguns casos declínio extremo: o diabo da Tasmânia Sarcophilus harrisii, por exemplo, perdeu 60% do seu efectivo na última década.

O censo colocou 188 espécies na categoria mais grave de 'criticamente ameaçado', incluindo o lince ibérico Lynx pardinus, de que restam 84 a 143 adultos no estado selvagem. Não estão disponíveis dados precisos para algumas espécies mas os investigadores estimam que a proporção de espécies de mamíferos ameaçadas de extinção ronde os 21% a 36%.

O censo dos mamíferos é parte de uma análise global das espécies ameaçadas realizada pela International Union for Conservation of Nature (IUCN). A IUCN produz anualmente uma Lista Vermelha (www.iucnredlist.org) das espécies em risco e uma avaliação global da saúde das espécies a cada quatro anos. Estes relatórios são usados pelos governos e organizações de conservação para decidir novas estratégias de gestão e conservação, bem como distribuição de fundos.

Em 52% das espécies de mamíferos de que se conhecem as tendências populacionais, os números estão cada vez menores e continuarão a cair se não forem implementados esquemas de conservação, refere o censo liderado por Jan Schipper, do programa de avaliação de mamíferos da IUCN, sediado em Washington DC. 

As maiores ameaças que os mamíferos enfrentam são a desflorestação, a perda de habitat e a caça. Os declínios populacionais mais dramáticos estão a ocorrer no sudoeste asiático, onde 79% dos primatas estão ameaçados de extinção.

O efectivo populacional dos mamíferos continuará a cair à medida que novas ameaças, como a poluição, aumentam, diz Schipper. "Os resultados pintam um quadro muito negro dos mamíferos de todo o mundo, mais espécies estão em declínio do que se esperava e as ameaças continuam a aumentar."

 

O censo cobre todas as 5487 espécies de mamíferos, incluindo os marinhos, que não tinham sido avaliados anteriormente para a Lista Vermelha. A última avaliação global dos mamíferos tinha sido feita em 1996 mas muita da informação está desactualizada e perto de 700 espécies reconhecidas não tinham sido incluídas, o que torna impossível comparações significativas. "Este último censo é agora a base do estatuto de conservação. O próximo passo é seguir as tendências."

Os investigadores recolheram informação detalhada, incluindo distribuição, habitat, tendências populacionais e ameaças, tudo disponível para o público. "Tem havido algumas questões acerca da forma como a Lista Vermelha é concebida mas agora pode-se ir ver como as decisões sobre o estatuto foram tomadas, é tudo mais transparente", diz Schipper.

A Lista Vermelha deste ano também abrange um leque muito maior de animais, incluindo, pela primeira vez, muitos invertebrados. Anteriormente, a falta de recursos limitou a lista às espécies mais conhecidas de aves e mamíferos, o que corresponde a apenas 2 a 3% da biodiversidade mundial.

"Estamos agora a emergir da idade das trevas do conhecimento de conservação, quando dependíamos de dados de um conjunto muito restrito de espécies", diz Jonathan Baillie, director dos programas de conservação da Zoological Society de Londres. "Iremos expandir de forma a abranger um leque de grupos muito maior, informando e ajudando os decisores de forma muito mais objectiva e representativa." 

 

 

Saber mais:

IUCN

Lista Vermelha

Mammal survey

 

 

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