2008-09-28

Subject: Revelado o segredo da resistência dos cães de Iditarod

 

Revelado o segredo da resistência dos cães de Iditarod

 

 

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Os cães de trenó podem ser considerados os Lance Armstrong do mundo canino, devido à sua força e resistência. Um novo estudo veio agora lançar luz sobre a origem dessas capacidades.

Os cães de trenó tornaram-se mundialmente famosos pela corrida anual de trenós puxados por cães de Iditarod, que se realiza todos os meses de Março e é a corrida de trenós mais longa do mundo. Os competidores caninos correm 1770 km, de Anchorage a Nome, Alasca, por vezes em apenas 9 dias.

Os cães fazem o percurso através de tempestades de neve e suportam temperaturas até -40ºC. No entanto, as condições gélidas acabam por ser úteis pois com clima mais ameno os cães aqueceriam demasiado pois não transpiram, a não ser nas patas, e geram uma tremenda quantidade de calor só pela queima das coloridas durante a corrida.

Michael Davis, do Centro de Saúde Veterinária da Universidade Estatal do Oklahoma, tem estudado os cães de trenó há 10 anos, realizando check-ups aos cães antes e depois das corridas e fazendo experiências controladas em que grupos de cães correm. Segundo ele, o segredo da resistência diária dos cães reside na sua capacidade "reprogramar" a resposta do seu corpo ao stress após apenas um dia de competição, algo que o Homem não consegue fazer.

Davis apresentou as suas descobertas na conferência da American Physiological Society em Hilton Head, Carolina do Sul. 

Se assistirmos a uma corrida, diz ele, ficávamos surpresos com o facto de os cães não serem todos Huskies siberianos de raça pura. Pelo contrário, são rafeiros, uma mistura de Husky, Malamute, Pointer e outras raças.

 

Davis descobriu que, tal como os humanos, os cães de trenó treinados revelam danos corporais durante o primeiro dia de exercício. Por exemplo, quando um atleta, canino ou Homo sapiens, bate no pavimento ou no solo gelado durante quilómetros, perdem enzimas e proteínas musculares das células, um sinal de danos celulares.

As células humanas recuperam desse dano no espaço de um dia ou dois mas logo que voltemos a correr, os mesmo danos voltam a acontecer. Para os cães de trenó não é assim. "Se os levarmos no dia seguinte, e no outro, a fazer o mesmo exercício, já não acontece esse dano. No espaço de um dia ou dois, conseguem adaptar o seu sistema de forma a que o exercício já não causa danos celulares."

Os cães de trenó também têm apetites que rivalizam com qualquer atleta humano. Durante a época da corrida, os cães, que não pesam mais de 25 kg, consomem 12 mil calorias por dia, diz Davis. Em comparação, o nadador olímpico Michael Phelps ingere entre 10 e 12 mil calorias por dia durante as competições. Saliente-se, no entanto, que Phelps pesa pelo menos três vezes mais que um cão de corrida de trenó.

"O desafio é enfiar as 12 mil calorias num cão tão pequeno, tem que ser através de um alimento muito rico. Quando correm, a sua dieta é composta por 60 a 70% de gordura."

Seja lá o que for que permite aos cães de trenó devorar tamanha quantidade de alimentos ricos em gordura e continuar saudáveis é algo que pode ser muito benéfico para os humanos, pois terá implicações na obesidade e no desenvolvimento da diabetes do tipo II.

 

 

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