2004-02-23

Subject: Caçadores instados a atirar sobre leões de focinho escuro

News of the Wild

 

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Em destaque:

Caçadores instados a atirar sobre leões de focinho escuro

 

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Os investigadores desenvolveram uma nova regra simples, que esperam ajude a salvar as populações de leões do declínio causado pelos caçadores de trofeus: os caçadores devem abater apenas os machos com focinhos escuros. 

O focinho de um leão é manchado pela presença de pigmentos escuros, e estas manchas tornam-se mais pronunciadas com o envelhecimento do animal, explica Craig Packer da Universidade do Minnesota, que conduziu o estudo. A remoção apenas dos machos mais velhos, com os focinhos pelo menos 50% pigmentados, irá diminuir a disrupção das famílias, descobriu a equipa de investigadores. As crias teriam, assim, uma melhor chance de sobreviver. 

A equipa de Packer utilizou dados de 40 anos de observações de leões no Parque Nacional do Serengeti e da Cratera de Ngorongoro, na Tanzânia, onde a caça foi banida. Criaram um modelo informático que simula as consequências de diferentes estratégias de caça. 

Assim, se um jovem macho é morto, a sua família tem boas hipóteses de ser assumida por um macho rival, que matará as crias para encorajar as fêmeas a entrar em cio e criar os seus próprios filhos. Se o grupo muda de mães demasiadas vezes, menos crias atingirão a idade adulta e o efectivo populacional entra em colapso. 

A equipa calcula que as populações não sofrerão esse declínio se os caçadores alvejarem apenas machos com mais de 5 anos. Esses leões têm idade suficiente para já ter ajudado a criar as suas crias até à idade adulta. Nas populações estudadas por Packer, machos com 5 anos tinham os focinhos com, pelo menos, 50% da área pigmentada. 

Esta regra não deverá trazer problemas aos caçadores, argumenta Packer: os caçadores conseguem os machos mais velhos, que são melhores trofeus, seja como for, pois são mesmo espectaculares. 

As regras actuais da caça aos leões variam muito de país para país, mas geralmente consideram uma quota para o número de animais que podem ser abatidos. No entanto, os machos podem ter qualquer idade. As quotas são controversas, pois não é claro quantos animais existem na natureza e quantos podem ser sustentavelmente abatidos. 

 

A nova regra da cor do focinho pode tornar desnecessárias as quotas, sugere Packer. Como é tão simples, pode ser bem mais útil do ponto de vista de conservação. Os caçadores necessitam de pistas fáceis de seguir no campo, se as regras são demasiado complexas são ignoradas, diz Claudio Sillero, chefe da conservação da Born Free Foundation. 

Mas Andy Loveridge, conservacionista da Universidade de Oxford, que estuda a caça sustentada no Zimbabwe, diz que a regra necessita de ser cuidadosamente regulada para que funcione. Pressupõe que os caçadores se comportem de forma ética, explica, mas enquanto alguns são respeitáveis, outros são verdadeiros cowboys.

A caça ao leão é um desporto de ricos. A maioria das agências que a oferecem cobram mais de 3000 euros por uma licença para puxar o gatilho. Se se incluir no preço os guias, taxas de parques e taxidermia, bem como um safari de 2 semanas, os custos podem atingir os 30000 euros. 

A natureza lucrativa da caça pode permitir que os que a promovem ajudem na conservação, diz Packer. No fim de contas, se os leões se extinguirem, ficam sem negócio. A longo prazo, não há conflito entre os caçadores de trofeus e os conservacionistas, conclui. 

 
 

 

Saber mais: 

Born Free Foundation

Safari Club International

Alarmante perda de leões em África

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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