2008-09-19

Subject: Plantas não reduzem CO2 num mundo mais quente

 

Plantas não reduzem CO2 num mundo mais quente

 

 

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As plantas não devem absorver mais dióxido de carbono do ar à medida que o planeta aquece, sugere um novo estudo agora conhecido.

Cientistas americanos descobriram que plantas herbáceas das pradarias absorveram menos dióxido de carbono que o normal durante dois anos a seguir a temperaturas anormalmente altas mas que podem tornar-se comuns em breve.

A conclusão vem ao encontro da descoberta feita a seguir à onda de calor europeia de 2003, em que as plantas do continente se tornaram produtoras brutas, e não sumidouros, de dióxido de carbono.

Os investigadores extraíram segmentos intactos de pradaria, com cerca de 3 metros quadrados e com cerca de 12 toneladas cada um, do estado de Oklahoma e colocaram-nos em câmaras especiais no Instituto de Investigação do Deserto (DRI) de Reno, Nevada.

As condições nas câmaras, como humidade, temperatura e luz do Sol, podiam ser controladas de forma muito precisa.

Duas das quatro câmaras receberam as condições que imitavam as reais, em média, nas pradarias selvagens. As temperaturas subiam e desciam com os dias, noites e estações do ano e a "chuva" era injectada num padrão realista.

As restantes duas câmaras receberam a mesma receita com excepção de que durante todo o ano as temperaturas eram sempre 4ºC mais elevadas. 

Nas câmaras mais quentes verificou-se uma redução da absorção de dióxido de carbono de cerca de 30% durante o ano quente e o seguinte. Jay Arnone, que liderou o estudo, considera que dois mecanismos diferentes parecem ser responsáveis pela situação.

"No ano quente a temperatura sobe e causa mais evapotranspiração nas plantas mas elas evoluíram de forma a aperceberem-se de que quando está seco têm que controlar a perda de água, logo reduzem a abertura dos estomas, o que limita a quantidade de dióxido de carbono que conseguem absorver para a fotossíntese."

 

Esta resposta já é compreendida há algum tempo mas o que aconteceu no ano seguinte, quando as temperaturas voltaram ao normal, é que não é tão familiar.

Mesmo durante o ano quente, com a sua fotossíntese mais fraca, as plantas colocaram carbono no solo, logo, no ano normal que se seguiu, os microrganismos do solo tinham carbono extra para processar, emitindo mais dióxido de carbono para o ar.

Por pura coincidência, o estudo imitou os acontecimentos naturais do outro lado do Atlântico. Enquanto os investigadores do DRI estavam a aumentar o calor nas suas estufas, em 2003 a situação era real na Europa, com as temperaturas a atingirem em alguns locais 6ºC acima da média.

Uma análise realizada por investigadores franceses publicada em 2005 demonstrou que com a subida de temperatura, as plantas europeias passaram de sumidouros brutos de dióxido de carbono a produtoras.

Há uma grande fé em alguns círculos de que a capacidade das plantas para absorver e manter os níveis de dióxido de carbono à medida que as concentrações do gás aumentam, ou mesmo para que o utilizem para crescer mais depressa e absorver ainda mais. Esta é a verdadeira razão porque os governos ocidentais se lembraram de repente de pagar para proteger as florestas tropicais.

Mas a investigação do DRI é mais uma a sugerir que isso nem sempre funcionará. Alguns ecossistemas podem continuar a absorver dióxido de carbono e talvez aumentem a taxa de absorção mas outros podem reagir ao aquecimento libertando mais gases de efeito de estufa.

"O estudo foi feito com os níveis ambientes de dióxido de carbono logo não sabemos o que poderá acontecer no futuro", diz Arnone. "Mas não antecipamos um grande efeito do dióxido de carbono nos ecossistemas. À medida que as temperaturas altas se tornem mais vulgares é de esperar sim uma redução persistente da absorção do gás, logo a taxa de aumento deve acelerar." 

 

 

Saber mais:

DRI

Nature

 

 

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