2004-02-22

Subject: Safaris ao crocodilo na Austrália?

News of the Wild

 

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Em destaque:

Safaris ao crocodilo na Austrália?

 

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Com o improvável nome de Sweetheart (queridinho),um crocodilo com mais de 5 metros aterrorizou os pescadores do norte da Austrália durante anos, mas agora faz parte do Museu de Darwin. A morte do Sweetheart foi acidental, mas uma controversa proposta da Parks and Wildlife Commission of the Northern Territory pode levar a que outros 25 crocodilos de água salgada sejam imortalizados da mesma forma todos os anos por caçadores profissionais em safaris para troféus. 

David Lawson, director do gabinete de gestão da fauna da zona, diz que têm sido emitidas licenças para o abate de 600 crocodilos por ano, por parte de donos de terras da zona, e que os 25 para os safaris seriam incluídos nessa quota. 

No entanto, a proposta levantou fortes objecções por parte dos grupos conservacionistas, enfrentando uma batalha legal para ser aprovada. 

Desde que os crocodilos foram declarados espécie protegida, em 1971, o seu efectivo subiram de cerca de 5000 para os actuais 70000 animais na natureza e cerca de 18000 em 6 criações. 

O grupo conservacionista, a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), já condenou a proposta de safaris de crocodilos e acredita que não há justificação para a morte dos ícones do Outback australiano. O presidente da RSPCA australiana Hugh Wirth considera que a morte de crocodilos selvagens deve continuar na mão de profissionais treinados, não de turistas ricos em busca de troféus, sem qualquer preocupação com o sofrimento dos animais. 

No entanto, o perito em crocodilos Grahame Webb, que estuda estes répteis há mais de 3 décadas e dirige o Crocodylus Park em Darwin, nega o argumento da RSPCA da crueldade nos safaris. Os crocodilos arrancam as patas uns dos outros, vivendo com infecções maciças e verdadeiros buracos nos focinhos. Nada pode ser mais rápido e humano para eles do que uma bala na cabeça, diz Webb. 

O famoso caçador de crocodilos australiano Steve Irwin recusou fazer qualquer comentário sobre a questão dos safaris, que permitiria abater crocodilos com mais de 3,5 metros. 

 

Os ataques de crocodilos fazem sempre notícia na Austrália mas nos últimos 20 anos apenas 12 pessoas foram mortas por eles. O mais recente caso foi um jovem de 22 anos, arrastado para a morte em Dezembro último. 

Webb e Lawson dizem que não há necessidade de os répteis serem abatidos pois não são um perigo para a sociedade. O que está a criar problemas aos crocodilos são os crocodilos, diz Webb. Os crocodilos matam-se uns aos outros porque não há comida suficiente para tantos animais. 

A comissão de parques e da vida selvagem do Northern Territory acredita que os moradores e donos de terras da zona devem beneficiar com os safaris, canalizando mais fundos para as comunidades aborígenes locais. 

A Northern Land Council, representante da comunidade aborígene, também apoia o plano dos safaris de crocodilos, que considera ser uma importante fonte de receita. Vivemos com estes animais diariamente, eles estão a tornar-se maiores e mais atrevidos a cada dia que passa, afectando a nossa vida, refere Dean Yibarbuk. Porque não havemos de tirar partido monetário dos crocodilos que temos que enfrentar? 

 

 

Saber mais: 

Pântano dos Crocodilianos

Australian Reptiles - Salt-water Crocodile

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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