2008-09-15

Subject: Oceanos demasiado ruidosos para as baleias

 

Oceanos demasiado ruidosos para as baleias

 

 

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Os níveis de ruído nos oceanos mundiais estão a causar sérios problemas às baleias, golfinhos e outros mamíferos marinhos, alerta novamente um relatório sobre o tema.

O International Fund for Animal Welfare (IFAW) diz que o ruído subaquático bloqueia as comunicações entre os animais e perturba a sua alimentação, chegando mesmo, no caso do SONAR, a causar mortes em massa.

Em algumas regiões, o nível de ruído oceânico duplica a cada década e a IFAW considera que as medidas de protecção estão a falhar. "A humanidade está literalmente a afogar os mamíferos marinhos", diz Robbie Marsland, director inglês do IFAW. "Ninguém sabe exactamente as consequências para cada animal especificamente mas se a comunidade internacional não tomar medidas preventivas iremos descobrir tarde demais os terríveis danos que estamos a causar."

Na sua avaliação global das espécies de cetáceos, publicado no mês passado, a International Union for the Conservation of Nature (IUCN) concluiu que o ruído oceânico é uma ameaça considerável para estes animais.

As baleias e os golfinhos utilizam o som de formas claramente importantes para a sua sobrevivência, ainda que não totalmente compreendidas. As baleias de barbas, como as baleias azuis e as corcunda, produzem chamamentos de baixa frequência que viajam milhares de quilómetros através da água. Os golfinhos e as baleias com dentes geram cliques de alta frequência para localizar as presas.

O ruído gerado pelos motores e hélices dos navios, para além das pistolas de ar sísmicas usadas na exploração de petróleo e gás, produzem uma série de frequências que interferem com estas duas situações, conclui o IFAW.

O seu relatório, Ocean Noise: Turn it down, cita investigação que demonstra que o alcance efectivo dos chamamentos das baleias azuis é apenas cerca de um décimo do que era antes da era da navegação comercial. 

 

Também menciona que o SONAR militar de alta energia tem levado a que grupos enormes de baleias de bico encalhem na praia. Pensa-se que o SONAR perturbe o comportamento de mergulho dos animais de tal forma que eles acabam por sofrer de algo muito parecido com o mal dos mergulhadores, de que os humanos sofrem quando emergem demasiado depressa.

Pressões dos grupos conservacionistas têm levado a restrições à utilização deste tipo de SONAR pela marinha americana e, em alguns locais, as companhias envolvidas na exploração de gás e petróleo têm limitado a utilização das pistolas de ar sísmicas mas o IFAW defende que não é suficiente.

Segundo eles, estas tecnologias deviam ser completamente proibidas em áreas sensíveis e as legislações nacionais deviam restringir de forma rigorosa a exposição dos cetáceos ao ruído.

O relatório do IFAW não é o primeiro a colocar a questão da ameaça que o ruído é para estes animais e não será o último. O problema é que a maioria das actividades responsáveis pelo problema fazem parte da economia moderna.

Outro importante obstáculo a que surja legislação adequada é que a maioria do ruído é gerada em alto mar, uma zona praticamente sem regulamentação internacional. 

 

 

Saber mais:

IFAW

IWC

IUCN - Grupo Especialista em Cetáceos

Baleias e golfinhos morrem ao largo da Tasmânia

Orcas chamam mais alto entre o barulho dos barcos

 

 

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