2008-09-13

Subject: Poucos abutres asiáticos em cativeiro?

 

Poucos abutres asiáticos em cativeiro?

 

 

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@ Guy Shorrock/RSPBEstratégias de cativeiro destinadas a proteger abutres gigantes ameaçados de extinção podem não ser o suficiente para salvar estas aves da extinção, revela um estudo agora conhecido.

Testes genéticos feitos a abutres orientais de dorso branco sugerem que a diversidade necessária a garantir o futuro da espécie será insuficiente no espaço de 3 anos.

As descobertas salientam a necessidade imediata de colocar mais destas aves ameaçadas em cativeiro, antes que seja tarde demais, disse Jeff Johnson, autor principal do estudo recentemente publicado na revista Biological Conservation.

Até há pouco tempo, a espécie era considerada a rapina mais comum do mundo e o seu habitat estendia-se bem para o interior da Ásia. Estas aves necrófagas de grande dimensão ainda existem na região mas o seu efectivo decaiu significativamente desde meados da década de 90.

A população oriental dos abutres de dorso branco estava na casa dos milhões de indivíduos até há cerca de 15 anos mas agora restam menos de 10 mil, diz Johnson, investigador adjunto na Universidade do Michigan aquando da realização do estudo e agora professor assistente na Universidade do Norte do Texas em Denton.

A queda no efectivo é o resultado directo de as aves se alimentarem de carcaças envenenadas com o anti-inflamatório diclofenac. O medicamento é tóxico para as aves, matando-as no espaço de dois dias. Deste modo já foram mortos 95% dos abutres de dorso branco orientais Gyps bengalensis.

Actualmente, cerca de uma centena de abutres estão em cativeiro, distribuídos por três grandes instalações no Paquistão e Índia. Essas instalações, no entanto, são separadas por barreiras políticas e logísticas que "potencialmente podem impedir as trocas e a manutenção da diversidade genética ainda mais", diz o estudo.

 

"São precisas mais instalações para abrigar estes abutres", diz Johnson. Simulações de computador sugerem que teriam que existir pelo menos 300 abutres em cativeiro para proteger a diversidade necessária a garantir a capacidade da espécie de se adaptar às alterações ambientais.

O estudo baseou-se em análises genéticas de colónias reprodutoras de abutres no Paquistão entre 2000 e 2006. As últimas amostras foram recolhidas em 2006, pelo que os níveis de diversidade podem já estar em declínio, diz Johnson.

Crucial para a recuperação a longo prazo da espécie é a remoção do diclofenac do habitat dos abutres. Foi dito aos investigadores que o fabrico do medicamento foi proibido na região mas Johnson está céptico sobre se isso será suficiente pois os stocks indianos são enormes.

Os agricultores da zona também continuam a dar ao seu gado uma forma do medicamento que é aprovada para humanos e por isso não foi proibida.

Todd Katzner, director de conservação e investigação de campo do National Aviary de Pittsburgh, Pennsylvania, concorda com o estudo, que considera que devem ser colocados em cativeiro tantos abutres quanto for possível. "A ameaça para esta espécie é imediata e os abutres que não forem recolhidos de certeza morrerão."

Ainda assim, há esperança de salvar a espécie. "Se o diclofenac for completamente removido do ambiente, então é possível que as populações recuperem", diz Katzner. "Geralmente assume-se que estas populações não recuperam para o seu efectivo anterior mas podem atingir um novo estado de equilíbrio, com menos aves." 

 

 

Saber mais:

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