2008-09-09

Subject: Ambientalistas não conseguem conter Palin

 

Ambientalistas não conseguem conter Palin

 

 

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Foi na conferência da Associação Nacional de Governadores que a governadora do Alasca, Sarah Palin, conheceu John McCain pela primeira vez mas nesse dia tinha outra agenda: contrariar a proposta do secretário do interior Dirk Kempthorne de classificar os ursos polares como ameaçados.

Meses depois, ela processou Kempthorne, com o argumento que a administração Bush não tinha usado a melhor ciência disponível para obter a conclusão de que, sem mais protecção, o urso polar enfrenta a extinção devido ao desaparecimento do gelo marinho em resultado do aquecimento global.

Palin, a candidata a vice-presidente de McCain, tem tido muitos choques com os ambientalistas. Nos seus 20 meses como governadora, Palin tem questionado as conclusões de cientistas federais que dizem que a baleia beluga também precisa de protecção pela Acta das Espécies Ameaçadas.

Tem defendido o direito do Alasca em matar lobos com a ajuda de aeronaves para aumentar as manadas de caribus e alces para os caçadores e, ao contrário da visão defendida por McCain, não está convencida que o aquecimento global seja o resultado de acção humana.

Por todos estes motivos, os ambientalistas apelidaram-na "killa from Wasilla" (a assassina de Wasilla), numa referência à pequena cidade onde foi presidente da câmara.

"Da nossa perspectiva, a sua filosofia é corta, mata e perfura", diz John Toppenberg, director da Alaska Wildlife Alliance, que considera que ela é "da Idade da Pedra em relação à gestão da vida selvagem e opõe-se fortemente à utilização da ciência moderna e aceite".

Ainda que reconheça que o clima está a alterar-se, Palin duvida de serem as emissões humanas a sua causa. McCain, por outro lado, apoia a legislação para reduzir os gases de efeito de estufa, cuja fonte principal é a queima de combustíveis fósseis.

"John McCain estava a favor da questão do aquecimento global e da integridade da ciência logo a selecção de Sarah Palin é um reverter completo da sua posição", refere Brad Miller, que viajou até ao pólo sul com McCain em 2006 para visitar os cientistas que estudam as alterações climáticas. "Ela é perturbadoramente parte do padrão da administração Bush na sua abordagem à ciência de modo geral e à ciência ambiental em particular."

A campanha de McCain caracterizou Palin como uma líder em alterações climáticas, salientando que ela criou um gabinete para analisar as respostas estatais e procurou $1,1 milhões em fundos federais para ajudar as comunidades afectadas pela erosão costeira e outros efeitos.

A administração de Palin dependeu em parte da investigação financiada pela industria petrolífera ao contrariar a protecção ao urso polar, defendendo que o impacto do aquecimento global daqui a 20 anos não pode ser previsto mas e-mails obtidos por um professor da Universidade do Alasca mostram que os peritos em mamíferos marinhos do estado apoiaram as conclusões federais sobre o urso.

Na semana passada, o governo federal anunciou que existiam provas científicas suficientes para considerar a listagem de 3 espécies de focas do gelo que habitam as águas do Alasca como ameaçadas devido ao degelo. As focas usam o gelo para dar à luz e criar os jovens.

 

Doug Vincent-Lang, coordenador das espécies ameaçadas do Alasca, referiu que o estado ainda não tinha tomado posição sobre o estatuto das focas mas salientou que ainda que existam diferenças de opinião acerca da ciência, o estado tem apoiado a protecção de outras espécies ameaçadas e a sua posição sobre o urso polar "não tinha sido baseada na protecção do desenvolvimento de recursos".

O urso polar não é o único tema da vida selvagem onde a administração Palin anda às avessas dos ambientalistas e a par de Bush. A sua administração, por exemplo, contesta as conclusões do National Marine Fisheries Service de que as populações de belugas estão criticamente ameaçadas, considerando que dados de 2007 revelam um acréscimo destes mamíferos marinhos.

Palin também se opôs a uma iniciativa legislativa para aumentar a protecção aos ribeiros de salmão contra as operações mineiras, ainda que tenha sido derrotada, bem como a outra iniciativa para impedir o abate de lobos e ursos a partir de aeronaves, excepto em emergências biológicas, mas também aqui foi derrotada.

Com Palin, a Comissão de Caça do estado autorizou pela primeira vez em 20 anos o abate de lobos por funcionários do estado a partir de helicópteros. A ordem resultou no controverso abate, este Verão, de 14 cachorros de lobo com apenas um mês de idade, retirados dos covis numa remota península 900 Km a sudoeste de Anchorage, um acto considerado pelos conservacionistas ilegal.

Os funcionários estatais caracterizaram as mortes como humanitárias, alegando que os cachorros teriam sofrido e eventualmente morrido sem o cuidado dos seus progenitores, enquanto os ambientalistas defendem que os animais foram mortos para aumentar as populações de caribus, para benefício dos cçadores.

Palin defende-se alegando que os seus críticos não compreendem os territórios do norte.

O representante da Califórnia George Miller, que se queixou do facto do Alasca estar a matar mais lobos do que o necessário e apresentou uma lei que acrescenta mais restrições ao abate aéreo de predadores, está entre os alvos de Palin.

Miller "não compreende o Alasca rural, não compreende a gestão da fauna selvagem no norte e não dá valor à 10ª emenda da Constituição dos Estados Uidos, que dá aos estados o direito a gerir-se a si próprios", disse Palin numa conferência de imprensa. 

 

 

Saber mais:

National Marine Fisheries Service

Alaska Wildlife Alliance

 

 

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