2008-09-04

Subject: Mamutes peludos vieram da América

 

Mamutes peludos vieram da América

 

   

Os cientistas descobriram que os últimos mamutes peludos siberianos podem ter tido origem na América do Norte, com base numa investigação que já é considerada o maior estudo sobre DNA antigo de mamute peludo.

Os cientistas também questionam o papel directo das alterações climáticas no desaparecimento destes mamíferos. Eles acreditam que os mamutes peludos sobreviveram durante o período em que o gelo esteve no máximo, enquanto outros mamíferos da época desapareceram.

O famoso mamute peludo da Idade do Gelo Mammuthus primigenius percorreu a Eurásia e a América do Norte até há cerca de 10 mil anos.

Estudos anteriores já tinham dado a entender que os últimos mamutes a viver na Sibéria não eram nativos mas sim imigrantes da América do Norte mas eram necessárias mais provas para reforçar esta teoria.

Uma equipa de investigadores liderada por Hendrik Poinar, da Universidade McMaster no Canadá, recolheu 160 amostras de mamutes de toda a Holárctica, a região que abrange actualmente a América do Norte, Europa e Ásia.

Material de DNA bem preservado, com idades entre 4 e 40 mil anos, foi obtido de "quase todas as partes do animal, desde músculo, pele e pêlo", diz Poinar.

Analisaram DNA mitocondrial e a informação genética confirmou que uma população de mamutes norte-americanos suplantou os endémicos da Ásia, ainda que seja difícil especular porque motivo os mamutes peludos voltaram à Sibéria.

"Presumivelmente, as condições eram mais favoráveis na ponte terrestre de Bering que era mais um grande filtro do que uma auto-estrada", sugere Poinar. A expansão das florestas norte-americanas pode ter ajudado a "empurrar os mamutes".

 

Ao mesmo tempo, os mamutes siberianos nativos, que já estavam presentes desde meados do Pleistocénico, desapareceram completamente.

Não é claro se os mamutes siberianos sofreram um declínio natural ou se perderam a competição com os norte-americanos. A população endémica siberiana tinha características nos molares e uma assinatura de DNA muito única, que foi datada de há quase 900 mil anos.

É possível que não tenha existido um verdadeiro mamute peludo mas uma espécie mais primitiva na Sibéria. "Muitas pessoas pensavam que esta espécie primitiva se tinha extinguido há mais de 38 mil anos", explica Poinar. "Os paleontólogos não ficaram muito felizes porque estes detalhes de DNA são muito difíceis de discernir em presas e dentes de mamute."

Os cientistas só agora estão a compreender a dinâmica evolutiva destes mamíferos da Idade do Gelo. "Este estudo acrescenta mais evidências sobre quão dramático e tumultuoso foi o clima do Pleistocénico", diz Beth Shapiro, da Universidade Penn State. "Com DNA antigo, podemos mesmo regressar e olhar directamente para essas populações". 

 

 

Saber mais:

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