2008-09-02

Subject: Descoberto crânio de mamute raro

 

Descoberto crânio de mamute raro

 

 

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crânio de mamute (Lacombat/Mol)Um crânio fossilizado extremamente raro de um mamute das estepes foi descoberto no sul de França.

A descoberta na região de Auvergne pode lançar luz sobre a evolução destes animais magníficos.

Muitos dentes isolados de mamutes das estepes têm sido encontrados mas apenas um punhado de esqueletos são conhecidos, ainda que na sua maioria com crânio danificados. Os paleontologistas Frederic Lacombat e Dick Mol descrevem este crânio como, pelo contrário, muito bem preservado.

O fóssil pertence a uma macho de mamute das estepes Mammuthus trogontherii, animal que atingia os 3,7 metros de altura e viveu há cerca de 400 mil anos, durante o Pleistocénico. O animal tinha 35 anos de idade quando morreu, estimam os investigadores.

O mamute das estepes é de importância vital na compreensão da evolução dos mamutes pois representa uma fase de transição entre a espécie ancestral, conhecida por mamute do sul, e o mais recente mamute peludo. No entanto, sabe-se muito pouco sobre este estado intermédio.

"Este espécime é de extrema importância porque não sabemos muito acerca do Pleistocénico médio", comenta Mol, do Museu de História Natural de Roterdão, Holanda.

Evolução do Mamute

Mammoth molars (Lacombat/Mol)

Mamute do sul Mammuthus meridionalis - viveu de há 2,6 milhões de anos a 800 mil anos, durante o início do Pleistocénico

Mamute das estepes Mammuthus trogontherii - viveu de há 800 mil a 300 mil anos, durante o Pleistocénico médio

Mamute peludo Mammuthus primigenius - viveu de há 300 mil a 4 mil anos, durante o final do Pleistocénico e Holocénico

"Grande quantidade de sedimentos foram erodidos e não há muitos locais conhecidos onde se encontrem fósseis."

"Não podemos continuar apenas a dizer que tínhamos o mamute do sul no início do Pleistocénico, seguido de alguma coisa que não sabemos muito bem o que é, e finalmente o mamute peludo no final do Pleistocénico."

"Precisamos de descobrir o que eu costumo chamar o 'elo perdido' na evolução dos mamutes."

O mamute do sul parece ter vivido em ambiente de savana que provavelmente percorria enquanto se alimentava de árvores e arbustos.

No entanto, os dentes molares dos mamutes das estepes e peludos mostram que eram animais adaptados a pastar, situação que se pensa ser uma adaptação a alterações climáticas. As condições tornaram-se mais frias e secas ao longo do Pleistocénico, a savana desapareceu e transformou-se em estepes herbáceas. Os mamutes adaptaram as suas dietas de acordo com isso.

 

"Se eles tiverem um crânio completo isso seria muito valioso", diz Adrian Lister, um perito em mamutes no Museu Natural de História Natural e no University College de Londres.

Um dos exemplares melhor preservados de um mamute das estepes foi escavado nas falésias de West Runton em Norfolk, Reino Unido.

"Com o exemplar de West Runton, temos um esqueleto fabuloso. Apresenta todos o maxilar e os dentes mas toda a parte superior do crânio desapareceu, situação bastante vulgar com os fósseis destes animais", explica Lister.

De acordo com uma teoria desenvolvida por Lister, o mamute do sul terá sido em tempos vulgar por toda a Eurásia. Terá depois evoluído para uma forma adaptada ao frio, o mamute das estepes, no leste asiático onde o clima tem sido frio nos últimos dois milhões de anos.

No entanto, quando as condições da Idade do Gelo tomaram conta de todo o hemisfério norte, o mamute das estepes espalhou-se, substituindo o seu predecessor na Europa e na Ásia.

Um processo semelhante pode posteriormente ter levado ao surgimento do mamute peludo. De acordo com Lister, evoluiu a partir do mamute das estepes e expandiu o seu domínio durante a Idade do Gelo, eventualmente afastando o seu ancestral, o mamute das estepes.

No entanto, Dick Mol tem uma visão diferente. Ele pensa que as alterações evolutivas na linhagem dos mamutes teriam acontecido demasiado depressa , segundo este modelo. Pelo contrário, ele prefere o modelo em que a Europa é o centro da evolução dos mamutes.

Dois dentes molares pertencentes ao recém-descoberto espécime já tinham sido descobertos em 1986, durante a construção de uma conduta de água. Frederic Lacombat foi capaz de localizar o sítio dessa descoberta e escavações subsequentes revelaram o crânio a que pertenciam.

A equipa de investigadores tenciona levantar o crânio do local e transportá-lo de camião para o Museu Crozatier, na cidade vizinha de Le Puy-en-Velay.

 

 

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