2008-09-01

Subject: Especialistas preparados para 'caça' a rãs raras

 

Especialistas preparados para 'caça' a rãs raras

 

 

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Os cientistas estão a postos para começar a busca por algumas das rãs mais raras da Costa Rica, incluindo a lendária rã dourada (ao lado), vista pela última vez há 20 anos.

Uma equipa da Universidade de Manchester e do Chester Zoo estão na Costa Rica para localizar e seguir estes animais criticamente ameaçados de extinção.

O número de anfíbios entrou em colapso por todo o mundo, em parte devido a um fungo mortal, sendo a Costa Rica um dos locais mais fortemente atingido. O líder da expedição, Andrew Gray, do Museu da Universidade de Manchester, comenta: "As terras altas da Costa Rica eram um dos principais hotspots de biodiversidade a nível mundial mas em muitas áreas a população de anfíbios foi completamente dizimada".

No final da década de 80, os herpetologistas de todo o mundo descobriram que as populações de anfíbios de todo o mundo estavam a sofrer declínios sem precedentes mas não conseguiam compreender a sua razão.

Uma década depois os especialistas isolaram um fungo desconhecido até à data, Batrachochytrium dendrobatidis, que infectava os anfíbios e na prática os sufocava pois impedia-os de respirar pela pele. 

Recentemente, cientistas que trabalhavam no Global Amphibian Assessment estimaram que um terço de todos os anfíbios estão ameaçados de extinção e que cerca de 120 espécies já se extinguiram desde a década de 80.

Muitos acreditam que a doença causada pelo fungo é um factor decisivo no seu declínio mas pensa-se que outras causas, como destruição de habitat e alterações climáticas, também têm o seu grau de culpa.

Os países da América Central foram particularmente afectados pelo fungo mortal, que está aí generalizado. Grande dose de esforço está agora a ser aplicada para tentar proteger as espécies que ainda sobrevivem, como explica Andrew Gray: "Durante os últimos 10 anos trabalhámos para garantir o futuro para as rãs que até agora escaparam à extinção, estabelecendo populações reprodutoras no Museu de Manchester para espécies muito raras, como a rã das folhas Cruziohyla calcarifer, a rã das folhas de olhos amarelos Agalychnas annae ou a rã-lemur das folhas Ithsmohyla rivularisHylomantis lemur."

No ano passado, Gray avistou brevemente a rã Ithsmohyla rivularis na floresta das nuvens de Monteverde, uma rã que se pensava estar extinta há 20 anos. "Foi incrível ver esta espécie, pensava-se que se tivesse extinguido ao mesmo tempo que a rã dourada, é a rã das árvores mais rara do mundo."

 

Agora ele tem uma autorização especial do governo da Costa Rica para recolher algumas rãs para levar para Manchester. "Vamos regressar ao local para fazer uma busca rigorosa na esperança de encontrarmos mais espécimes. Não será fácil pois vivem bem no interior da floresta húmida de Monteverde, têm apenas alguns centímetros de comprimento e só saem à noite."

A redescoberta da Ithsmohyla rivularis estimulou a equipa a começar a busca do sapo dourado Bufo pereglines. Este colorido anfíbio, que apenas foi conhecido da ciência em 1966, tornou-se o símbolo do declínio global dos anfíbios. Em 1987 existiam aproximadamente 1500 animais mas apenas dois anos depois tinham desaparecido da face da floresta húmida.

Já que estão na floresta húmida, a equipa também vai tentar detectar a minúscula rã das árvores de olhos vermelhos Duellmanohyla uranochroa, uma espécie à beira da extinção, para tentar perceber como certas rãs conseguem impedir a infecção pelo fungo.

Investigações anteriores mostraram que algumas espécies de rãs arborícolas têm um pigmento especial na pele que lhes permite reflectir a luz, de forma a puderem apanhar banhos de sol sem desidratarem.

O físico Mark Dickinson, do Instituto Photon Science da Universidade de Manchester, levará um espectrómetro para o campo para verificar de que forma diferentes espécies de rã reflectem a luz. "Até agora, apenas consegui estudar rãs em cativeiro no laboratório, esta é uma oportunidade única para as estudar no seu habitat natural."

A equipa acredita que a capacidade para aguentar os banhos de sol pode permitir à pele das rãs aquecer o suficiente para matar o fungo, impedindo que a doença as domine.

Parte da equipa também irá percorrer o último local conhecido de reprodução da rã de olhos verdes Lithobates vibicarius onde o Chester Zoo está a ajudar a apoiar um programa de conservação. 

 

 

Saber mais:

Photon Science Institute

Global Amphibian Assessment

Amphibian Ark

Bactérias podem parar fungo assassino de anfíbios

 

 

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