2008-08-30

Subject: Descoberta nova espécie de amêijoa gigante

 

Descoberta nova espécie de amêijoa gigante

 

 

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Nova amêijoa gigante - Tridacna costataUma nova espécie de amêijoa gigante foi descoberta no Mar Vermelho.

O registo fóssil sugere que há cerca de 125 mil anos a espécie Tridacna costata era responsável por mais de 80% das amêijoas gigantes no local.

Actualmente, no entanto, a espécie pode estar criticamente ameaçada de extinção, revelam os investigadores na última edição da revista Current Biology.

Os cientistas acreditam que a sua descoberta pode representar um dos primeiros exemplos de sobre-exploração de organismos marinhos pelo Homem de que há registo.

A amêijoa T. costatahas "tem características muito peculiares" que a distinguem de duas outras espécies de amêijoas gigantes, também encontradas na zona.

O termo latino costatus significa "com costelas" e a T. costata tem um característico perfil aos zig-zags na concha.

"A nova espécie é de amêijoas de dimensão média, com até 40 cm de comprimento e alguns quilos de peso", explica o co-autor do estudo Claudio Richter, do Instituto Alfred-Wegener de Investigação Polar e Marinha, Alemanha. A nova espécie tem um parente distante, a T. gigas, que alcança até 1,4 metros de comprimento. 

Os espécimes vivos de T. costata parecem restritos a águas muito pouco profundas, enquanto as outras espécies também se encontram em zonas recifais de maior profundidade.

A amêijoa tem também um período de reprodução mais curto e anterior, que coincide com o florescimento sazonal de plâncton. Análises genéticas confirmaram o estatuto de nova espécie.

 

"Uma das coisas mais maravilhosas do Mar Vermelho rodeado de deserto é que podemos literalmente viajar no tempo, a partir do presente, até várias centenas de milhares de anos para o passado", diz Richter.

A equipa de investigadores descobriu evidências fósseis bem conservadas que sugerem que os stocks destes bivalves gigantes caíram a pique há cerca de 125 mil anos, a época entre idades do gelo. Eles acreditam que este período também coincide com o surgimento do Homem moderno na zona do Mar Vermelho. 

As amêijoas gigantes eram abundantes, de grandes dimensão e de fácil acesso, o que as tornava uma atractiva fonte de alimento para os caçadores recolectores que se instalaram no local.

Em tempos "pré-humanos", a T. costata pode ter atingido os 60 cm de comprimento. Desde então, o tamanho da concha tem diminuído dramaticamente.

"O declínio global dos stocks de amêijoas gigantes, com a perda mais acentuada dos espécimes de maior dimensão, é uma indicação da sobre-exploração que aconteceu", explica Richter.

Os cientistas não estavam à espera de descobrir uma nova espécie numa zona tão bem estudada como o Mar Vermelho. A investigação só vem salientar uma vez mais o pouco que se sabe acerca da biodiversidade marinha em geral, dizem eles. "Particularmente os recifes de coral ... podem ainda albergar grandes surpresas", diz Richter.

 

 

Saber mais:

Claudio Richter

 

 

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