2008-08-29

Subject: Gelo árctico atinge ponto de viragem

 

Gelo árctico atinge ponto de viragem

 

 

Dificuldades em visualizar este email?

Consulte-o online!

O gelo marinho árctico está reduzido à segunda menor área desde que se iniciaram os registos por satélite, revelaram cientistas americanos.

O National Snow and Ice Data Center (NSIDC) revelou que a área coberta por gelo já desceu abaixo dos níveis de 2005, ano que era o segundo pior do registo. O degelo ocorreu mais cedo no ano do que é habitual, o que significa que a zona gelada ainda se pode reduzir mais do que aconteceu em Setembro passado, o valor mínimo alguma vez registado.

Por esse motivo, os investigadores americanos consideram que o Árctico está agora num 'ponto de viragem' climático.

"Podemos muito bem estar naquele momento de rápida descida em termos de passar o ponto de viragem", explica Mark Serreze, cientistas sénior da NSIDC, com sede no Colorado. "Está a passar esse ponto agora, estamos a assistir a isso."

A área coberta por gelo a 26 de Agosto media 5,26 milhões de quilómetros quadrados, um pouco abaixo do mínimo de 2005 de 5,32 milhões de quilómetros quadrados. 

Graph

Mas o mínimo de 2005 ocorreu em finais de Setembro e, com o gráfico de 2008 a revelar uma acentuada inclinação descendente, a equipa do NSIDC acredita que o recorde do ano passado ainda pode ser batido, mesmo com as temperaturas do ar globais (Árctico incluído) inferiores às do ano passado.

 

Em Setembro último, o gelo cobria apenas 4,13 milhões de quilómetros quadrados, a menor extensão observada desde que as imagens de satélite tiveram início há 30 anos. O número de 1980 foi de 7,8 milhões de quilómetros quadrados.

A maior parte da cobertura de gelo consiste de gelo relativamente fino que se formou num único Inverno e que, por isso mesmo, se derrete mais facilmente que as placas de gelo que se acumularam ao longo de muitas estações.

Independentemente de o recorde mínimo de 2007 vir, ou não, a ser batido nas próximas semanas, a tendência a longo prazo é óbvia, dizem os cientistas. O gelo está em declínio mais rápido do que acontecia há uma década e a região árctica acabará, progressivamente, por se tornar numa zona de águas abertas durante o Verão.

Há uns anos, os cientistas previam que os Verões fossem livres de gelo no Árctico por volta de 2080 mas depois os modelos de computador começaram a avançar datas mais próximas (entre 2030 e 2050). Agora, muitos investigadores acreditam que isso pode acontecer no espaço de cinco anos.

Uma situação dessas trará oportunidades económicas, incluindo a possibilidade de explorar petróleo e gás mas queimar esses combustíveis fósseis só irá aumentar os níveis de gases de efeito de estufa na atmosfera ainda mais.

A ausência de gelo no Verão terá impacto tanto local, como globalmente. A imagem de ursos polares incapazes de encontrar gelo já é familiar mas outras espécies, incluindo as focas, também enfrentarão alterações drásticas ao seu habitat, tal como as populações locais.

Globalmente, o degelo do Árctico irá reforçar a tendência de aquecimento pois as águas abertas absorvem mais energia solar que o gelo. 

 

 

Saber mais:

NSIDC

2008 poderá ser o ano mais fresco do século até à data

Glaciares com reduções recorde

Oceano Árctico deve ter níveis recorde de degelo

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2008


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com