2008-08-27

Subject: Quintas de aerogeradores afectam morcegos

 

Quintas de aerogeradores afectam morcegos

 

 

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Os morcegos estão a ser colocados em risco pelos aerogeradores, descobriram os investigadores, devido ao facto de as pás rotativas produzirem uma alteração de pressão de ar que pode matar estes mamíferos.

Cientistas canadianos examinaram morcegos encontrados mortos numa quinta eólica e concluíram que a maioria tinha ferimentos internos consistentes com uma perda súbita de pressão de ar.

Os morcegos utilizam a ecolocação para evitar bater nas lâminas mas não conseguem detectar as bruscas alterações de pressão em volta da turbina.

Os cientistas dizem que as quintas eólicas são mais problemáticas para os morcegos que para as aves.

"Uma queda de pressão atmosférica na zona das lâminas de um aerogerador é um perigo indetectável, e potencialmente imprevisível, para os morcegos, o que parcialmente explica o grande número de fatalidades entre estes mamíferos voadores em volta destas estruturas especificamente", explica Erin Baerwald, que liderou a equipa de investigação da Universidade de Calgary.

As mortes de morcegos em volta das quintas eólicas têm sido largamente documentadas por toda a Europa e América do Norte. Há dois anos, a União Europeia responsabilizou os promotores destas infra-estruturas pelos riscos e pela descoberta de formas de detecção das rotas de migração dos morcegos.

Já este ano, o pedido para a construção de uma quinta eólica perto de Bideford no norte do Devon foi recusado devido ao potencial impacto negativo sobre os mamíferos mas, no meio de tudo isto, a compreensão de como as turbinas afectam os morcegos não existia.

 

A equipa de Calgary recolheu carcaças de duas espécies de morcegos mortos numa quinta eólica no sudoeste de Alberta.

Exames revelaram que menos de metade dos animais tinha ferimentos externos que podiam ter sido causados por colisões mas cerca de 90% tinham hemorragias internas, principalmente na cavidade peitoral, uma situação que provoca pressão sobre os pulmões e pode ser fatal.

A ideia é que a pressão em volta de uma turbina em rotação é menor do que a do ar envolvente. Um morcego que voe para a zona de baixa pressão tem os pulmões subitamente expandidos, rebentando capilares no tecido envolvente que fica, assim, inundado de sangue.

As aves, que têm pulmões mais rígidos e robustos, não sofrem o mesmo tipo de trauma devido a uma súbita queda de pressão.

"Dado que os morcegos são muito mais susceptíveis ao barotrauma que as aves, e que as mortes de morcegos em volta das turbinas eólicas ultrapassam largamente as de aves na maioria dos locais, as fatalidades de fauna selvagem em quintas eólicas passaram a ser uma questão de morcegos e não de aves", diz Baerwald.

Algumas equipas de investigadores estão a tentar encontrar formas de manter os morcegos longe das quintas eólicas e um grupo de Aberdeen sugeriu recentemente emissões de radar como 'espantalho' para morcegos. 

 

 

Saber mais:

Universidade de Calgary

 

 

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