2008-07-26

Subject: Biólogos marinhos interpretam sons das baleias

 

Biólogos marinhos interpretam sons das baleias

 

 

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Os salpicos, latidos e grunhidos das baleias de barbas contêm muito mais significado que os biólogos pensavam, revela o último senso sobre mamíferos marinhos.

Os cientistas por trás do estudo dizem que estes ruídos podem ser as características ideais para os conservacionistas seguirem para compreender o crescente impacto dos ruídos de origem humana no ambiente subaquático.

As canções das baleias de barbas, que têm as características estruturas em forma de pente que utilizam para filtrar o seu alimento, têm sido estudadas exaustivamente, tal como as comunicações não cantadas das baleias de dentes, mas a comunicação não cantada das baleias de barbas tinha recebido pouca atenção.

“A maioria das pessoas foca-se nas canções”, diz Rebecca Dunlop, da Universidade de Queensland, Austrália. “É simplesmente espantoso o que estávamos a deixar passar por não prestarmos atenção a todos os outros sons que os animais produzem."

Ainda que estudos com baleias corcundas Megaptera novaeangliae na década de 80 já tivessem revelado estes sons, Dunlop levou as coisas um pouco mais além ao seguir uma população de corcundas todos os anos entre 2002 e 2005 durante a sua migração da Grande Barreira de Coral australiana até ao Antárctico.

A equipa usou uma combinação de observações a partir de terra, software de monitorização e bóias com hidrofones para recolher os seus dados, que foram sempre correlacionados com o comportamento das baleias no momento.

Dunlop relata na última edição da revista Marine Mammal Science que as baleias parecem gerar certos sons em conjunto com circunstâncias sociais específicas. Saltar para fora de água, e o chapão na água que se segue, por exemplo, ocorre mais frequentemente em grupos que contêm apenas um adulto, sugerindo que é um sinal para alertar outros grupos de que "estou aqui".

 

A equipa também notou que os sopros de ar subaquáticos através da narina das baleias estavam associados a encontros entre um macho solitário e outro que escolta uma fêmea, sugerindo que o som está relacionado com a protecção do parceiro.

No entanto, a descoberta mais dramática foi a do ‘wop’, que parece ser um sinal entre uma fêmea e a sua cria, aparentemente único das fêmeas de baleia corcunda. Um som semelhante, baptizado ‘thwop’, é feito mais frequentemente por machos solitários em busca de fêmeas.

"Do ponto de vista evolutivo, faz todo o sentido que sejam tão verbais. Debaixo de água não se consegue ver grande coisa mas consegue-se ouvir muito bem", diz Dunlop.

“Isto torna as baleias corcundas um excelente campo de teste para a compreensão da evolução da comunicação vocal complexa", diz o biólogo marinho Luke Rendell, da Universidade de St Andrews, Reino Unido. “Em termos de conservação, é urgente realizar trabalhos como este."

É possível que seguindo os sons das baleias se possa revelar de que forma outros sons afectam estes animais. “O ruído antropogénico está a aumentar nos oceanos e ainda que muito esforço esteja a ser aplicado na compreensão do efeito de algo directo e mortal como o sonar militar, alterações comportamentais mais subtis resultantes da degradação da comunicação podem ser, a longo prazo, igualmente perigosas", sugere Rendell.

 

 

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