2008-07-22

Subject: Mangais mexicanos merecem ser salvos

 

Mangais mexicanos merecem ser salvos

 

 

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Um estudo sobre a industria pesqueira do México ao largo da sua costa oeste mediu as consequências financeiras da destruição dos mangais na zona.

Os cientistas que realizaram o estudo consideram-no o primeiro a dar um valor monetário nos danos potencialmente irreparáveis a estes ecossistemas costeiros. Os mangais formam florestas que crescem à beira-mar e fornecem lar a uma enorme variedade de espécies.

Octávio Aburto-Oropeza, do Scripps Institution of Oceanography de La Jolla, Califórnia, seleccionou 13 regiões marinhas em volta do Golfo da Califórnia e da costa Pacífica da Baja Califórnia. 

A Baja Califórnia é muito pouco povoada e os estados continentais da zona do Golfo, Sonora, Sinaloa e Nayarit, apresentam maioritariamente costas naturais, onde a pesca é uma fonte de alimento e rendimento vital.

mangrove map
Os investigadores estudaram as capturas em 13 regiões pesqueiras no Golfo da Califórnia, marcadas a tracejado vermelho no mapa. As áreas a verde representam os mangais e os pontos negros indicam a localização dos gabinetes locais da Comissão Nacional Mexicana das Pescas e Aquacultura. 

Nestas 13 regiões os autores analisaram os registos de cerca de 9150 descargas de pescado realizadas entre 2001 e 2005. 

A zona crucial é a 'franja de mangal' voltada para o mar, com apenas 5 a 10 metros de largura e onde as mangueiras vermelhas Rhizophora mangle inundadas pela maré, fornecem zonas de alimentação ou reprodução a muitas espécies.

Durante este período, os pescadores capturaram em média 10500 toneladas de peixe e caranguejo-azul, no valor de US$19 milhões nas 13 regiões combinadas. Cerca de um terço de toda a pesca em pequena escala na área foram de peixes que dependem dos mangais como habitat.

Este valor económico reforça a necessidade de os governos preservarem os mangais, dizem os investigadores. "Sem o ecossistema do mangal costeiro, o custo dos alimentos só pode aumentar", diz Aburto-Oropeza.

 

"A beleza destes dados é que eles provêm de fontes públicas, todos têm acesso a eles e podem verificá-los", acrescenta o co-autor Exequiel Ezcurra, antigo presidente do Instituto Nacional de Ecologia do México e actual provedor do Museu de História Natural de San Diego.

Os cientistas consideram que o México subestima de forma grosseira o valor dos mangais nas vendas de terra dirigidas ao imobiliário turístico, colocando as zonas costeiras em alto risco de destruição em larga escala.

No passado, o governo mexicano vendeu mangais por mil dólares o hectare mas o estudo de Aburto-Oropeza demonstra que, anualmente, as zonas de mangal produzem uma riqueza média, por hectare, de 37500 dólares.

"E o governo tem que pensar no valor geracional", acrescenta Aburto-Oropeza. A sua equipa estima que, ao longo de um período de 30 anos, os mangais podem atingir um valor superior a $600 mil por hectare.

O México, tal como outros governos que começam a sentir as consequências económicas do seu impacto sobre o ambiente, precisa de abrir debates legislativos para lidar com esta 'crise de gestão' ecológica", diz Ezcurra.

"Os autores fizeram um trabalho maravilhoso a demonstrar a importância dos mangais para as pescas", diz Karl Flessa, chefe das geociências na Universidade do Arizona em Tucson. "Este estudo deverá ter um impacto importante no desenvolvimento das costas."

NO ano passado, o governo mexicano lançou uma nova lei que torna a destruição do mangal ilegal, como forma de impedir a repetição de catástrofes passadas. Na região de La Paz perto do extremo da Baja Califórnia, por exemplo, 23% dos mangais foram destruídos entre 1973 e 1981. Agora, a industria imobiliária "está a investir grande quantidade de dinheiro" como forma de pressionar o congresso mexicano a retirar as protecções, diz Ezcurra.

A maior floresta de mangal da Baja Califórnia, na Baía Magdalena na costa do Pacífico, está sob ameaça imediata, salienta ele, com um enorme empreendimento planeado para a baía onde vêm desovar peixes de toda a costa oeste. 

 

 

Saber mais:

Mexico National Institute of Ecology

Scripps Institute of Oceanography

San Diego Natural History Museum

 

 

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