2008-07-21

Subject: Peixes revelam as origens ancestrais das vocalizações

 

Peixes revelam as origens ancestrais das vocalizações

 

 

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As baladas humanas, o canto das aves e as serenatas das rãs são todos controlados por um circuito cerebral comum, que surgiu pela primeira vez há centenas de milhões de anos, revela um estudo agora publicado.

A descoberta baseia-se no estudo de peixes-sapo, que utilizam as bexigas natatórias cheias de ar para grunhir e rosnar para atrair parceiros sexuais e defender o território.

Um grupo de neurónios que disparam ritmicamente no cérebro dos peixes determina a taxa de contracção dos músculos associados à bexiga natatória e controla o tom e a duração dos chamamentos.

Andrew Bass, da Universidade de Cornell, identificou esta rede neural em larvas de peixe-sapo e descobriu que o circuito para a vocalização se desenvolve numa região específica do cérebro que inclui a base do cérebro posterior e o topo da espinal medula.

Este é exactamente o padrão de desenvolvimento cerebral que se observa noutros vertebrados vocalizadores, incluindo as aves, anfíbios e primatas como o Homem.

A última vez que estes animais partilharam um ancestral comum foi há mais de 400 milhões de anos, quando a linha evolutiva que conduziu aos peixes-sapo divergiu da linha que eventualmente conduziu aos vertebrados terrestres.

Devido ao circuito da vocalização ser encontrado em diferentes grupos de animais pertencentes a estas duas linhagens, os cientistas colocaram a hipótese de esta região do cérebro ter evoluído antes delas se terem separado.

"Este é um circuito muito antigo e tem vindo a ser mantido através do curso da evolução por todos os animais que vocalizam", explica Bass. 

 

Bass especula que os peixes primitivos em que o circuito primeiro surgiu parecem ter sido capazes de comunicar vocalmente mas também é possível que o circuito se tenha desenvolvido com um objectivo completamente diferente e tenha acabado recrutado para a vocalização muito mais tarde na história evolutiva.

A descoberta sugere que todos os anfíbios, répteis, aves e mamíferos apresentam actualmente, ou tiveram no passado, a maquinaria cerebral necessária à vocalização.

Os tubarões, por exemplo, são considerados silenciosos mas podem ainda apresentar o circuito cerebral que controla os ruídos vocais e, para além disso, especula Bass, muitos outros animais podem estar a utilizar vocalizações para comunicar do que aqueles de que nos apercebemos.

Melina Hale, bióloga da Universidade de Chicago, expressou o seu espanto pela antiga história evolutiva do circuito cerebral para a vocalização e suspeita que muitos outros estão tão surpresos como ela. "Quando pensamos na vocalização, na nossa própria capacidade de falar ou das aves para cantar, pensamos em algo muito especializado e típico de vertebrados terrestres mas parece que não é uma inovação nossa."

Hale salienta, no entanto, que ainda que o circuito cerebral seja comum, a forma como cada grupo o explora varia muito. "Os peixes-sapo vocalizam com a bexiga natatória, as aves usam a siringe e os mamíferos a laringe. Há uma semelhança fundamental no cérebro mas uma maravilhosa variedade sobre ele." 

 

 

Saber mais:

University of Chicago- Melina Hale

Cornell University- Andrew Bass

Science

 

 

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