2008-07-20

Subject: Invasores das Galápagos afinal são nativos

 

Invasores das Galápagos afinal são nativos

 

 

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Os vestígios fósseis provaram que algumas plantas encontradas nas ilhas Galápagos, que se pensava serem espécies invasoras trazidas pelos humanos, na realidade já lá crescem há pelo menos um milénio.

Distinguir as plantas nativas das invasoras é essencial para os esforços conservacionistas. Desde que o Bispo do Panamá lá atracou em 1535, o Homem tem, propositada ou acidentalmente, trazido cabras, amoras, formigas argentinas e uma panóplia de outras espécies para o arquipélago, alterando um ecossistema valioso tanto para os biólogos como para os amantes da natureza.

As 825 espécies introduzidas nas ilhas suplantam as 552 plantas nativas e existem ainda 62 espécies classificadas como "nativas dúbias" pois os cientistas não têm a certeza se estariam presentes antes do Homem lá chegar. "Quando se trata de estudos em ilhas, um dos factores mais importantes é de onde vêm os seres, como lá chegaram e quando", diz Conley McMullen, botânico da Universidade James Madison em Harrisonburg, Virginia, que tem trabalhado nas Galápagos.

Ao examinar o registo fóssil em amostras de sedimentos recolhidas na ilha de Santa Cruz, Emily Coffey, estudante de graduação da Universidade de Oxford, Reino Unido, veio agora confirmar que pelo menos quatro dessas nativas dúbias, incluindo uma espécie de hibisco, já existiam na ilha há mil anos. Coffey está a colaborar com investigadores que examinam pólen fóssil e é provável que mais espécies sejam reclassificadas como nativas no futuro.

Desde há muito que os cientistas têm avaliado as origens de uma espécie vegetal em particular estudando a sua distribuição: as que se propagam ao longo de uma ilha devem ser nativas, enquanto as agrupadas em volta de habitações humanas se presumem invasoras. "Mas só há uma maneira de ter a certeza, é olhar para o registo paleoecológico", diz Keith Bennett, paleoecologista da Universidade Queen de Belfast, Irlanda do Norte.

 

Para recolher as suas amostras, Coffey subiram até às nevoentas terras altas de Santa Cruz. Escavaram nas turfeiras onde os sedimentos se têm depositado desde há milénios. As outras ilhas não têm um ambiente não perturbado desde tipo: em Pinta, "infelizmente, existia uma turfeira mas as cabras destruíram-na", diz Coffey.

O número de espécies invasoras identificadas nas Galápagos subiu a pique nas últimas duas décadas, com o ecoturismo e os trabalhadores migrantes. Em parte, este aumento também se deve a uma melhor identificação das plantas não nativas.

Johannah Barry, presidente da Galápagos Conservancy de Fairfax, Virginia, salienta que o tráfego para o arquipélago aumentou de forma dramática. Em 1991 existiam 3 voos por semana, agora existem cinco voos diários para as ilhas. "Existem muito mais oportunidades de algo ir de boleia."

Guardas florestais e a Charles Darwin Foundation nas Galápagos estão a trabalhar para restaurar as ilhas à sua condição original. Já conseguiram reduzir a invasão da planta do quinino, estrangulando as árvores com arame. A investigação de Coffey vai ajudar os guardas florestais a decidir que plantas eliminar e quais permitir. 

 

 

Saber mais:

Society for Conservation Biology

Galapagos Conservancy

Charles Darwin Foundation

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