2008-07-17

Subject: Vulcões das Caraíbas implicados na extinção do Cretácico

 

Vulcões das Caraíbas implicados na extinção do Cretácico

 

 

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magmaUma gigantesca erupção sob o que actualmente chamamos as Caraíbas foi responsável pela extinção em massa que ocorreu há 93 milhões de anos, dizem agora os geólogos.

Os cientistas já tinham suspeitado que a actividade vulcânica estava por trás de uma súbita e misteriosa perda de oxigénio nos oceanos mundiais por volta do fim do Cretácico.

A perda de oxigénio devastou animais que viviam no fundo, como os foraminíferos, seres com pouco mais de dois milímetros que formam a base da cadeia alimentar oceânica.

No entanto, os investigadores não tinham nenhuma evidência que associasse os vulcões ao desaparecimento do oxigénio, explica Steven Turgeon, geólogo na Universidade de Alberta, Edmonton, Canadá. "O que faltava era uma ligação clara entre estes fenómenos no registo dos sedimentos."

Turgeon e o seu colega Robert Creaser, também da Universidade de Alberta, analisaram o metal raro ósmio para obterem essa prova. A razão entre dois isótopos de ósmio, o 187 e o 188, é diferente entre a crosta e o manto terrestres e os investigadores podem usá-la para avaliar o historial de actividade vulcânica nas amostras de sedimentos.

Para garantir que o fenómeno era global, o duo analisou xisto com 93,5 milhões de anos de dois locais diferentes geograficamente separados por altura da extinção, um em Itália, outro na América do Sul.

Em ambos os locais descobriram que a razão entre o ósmio-187 e o ósmio-188 desceu drasticamente imediatamente antes do evento de extinção. A queda indica que uma gigantesca quantidade de magma, transportando uma maior proporção do isótopo mais pesado, foi libertado para os oceanos. Turgeon diz que as descobertas da equipa correspondem a um espantoso aumento na actividade vulcânica global entre 3000 e 5000%.

 

Durante esse período de tempo, o único local vulcânico suficientemente grane para emitir tamanha quantidade de magma num espaço de tempo, do ponto de vista geológico, tão curto como algumas centenas de milhar de anos, era um conhecido plateau vulcânico localizado sob o actual Mar das Caraíbas. Milhões de quilómetros quadrados de terreno vulcânico podem ter surgido no local "de forma quase instantânea", de acordo com Turgeon.

O estudo "fechou a tampa do caixão" sobre o debate sobre se o plateau é o culpado, refere Tim Bralower, geólogo marinho na Universidade Estatal da Pennsylvania em University Park. Mas o trabalho, publicado na edição desta semana da revista Nature, também deixa muitas questões sem resposta.

Para já, diz Bralower, não é inteiramente claro de que forma uma erupção massiva deste tipo seja responsável pelo desaparecimento do oxigénio dos oceanos. 

Uma teoria considera que os minerais no magma fertilizaram o oceano, levando a um enorme florescimento de plâncton que, posteriormente, morreu e se decompôs, retirando oxigénio das águas no processo.

Mas uma questão ainda mais importante permanece: o que causou a erupção? "Realmente não sabemos porquê naquela altura ou naquele lugar", diz Bralower. A origem da erupção pode ser no manto ou, quem sabe, na orla do núcleo terrestre mas ele considera que é preciso realizar mais estudos em amostras sedimentares para o saber. "Essa é agora a pergunta dos $64 milhões." 

 

 

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