2008-07-13

Subject: Ataque fatal a conservacionistas em Virunga

 

Ataque fatal a conservacionistas em Virunga

 

 

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Na reserva africana já mal afamada pelos assassínios de gorilas, atiradores desconhecidos abriram fogo sobre um camião pertencente a uma organização conservacionista na semana passada.

O ataque matou duas mulheres e sublinhou o perigo enfrentado pelo pessoal no Parque Nacional Virunga na Republica Democrática do Congo, uma das reservas naturais mais rica em biodiversidade do mundo mas também uma das mais politicamente agitadas.

Os atiradores viraram as suas armas para o camião, pertencente à organização conservacionista WWF, que confirma o ocorrido. Os rangers do parque congoleses que conduziam o camião já tinham impedido a passagem de um moto no norte da província de Kivu, lar de metade dos 700 gorilas de montanha selvagem que ainda sobrevivem no mundo.

Uma mulher de 18 anos que seguia na parte de trás do camião teve morte imediata, enquanto outra mulher, identificada como a esposa do ranger do parque Virunga, Kasereka Matembela, morreu posteriormente devido aos ferimentos que sofreu.

Várias outras pessoas que viajavam no camião (que transportava no total 11 pessoas) também ficaram feridas, incluindo outro membro da equipa do WWF Methode Uhoze.

"Os rangers foram apanhados completamente de surpresa e estavam em grande desvantagem mas ainda assim conseguiram ripostar antes de fugir", descreveu o ranger do parque Atamato Madrandele, que não estava presente, no blog da organização conservacionista WildlifeDirect. "A vítima de 18 anos morreu no local e a mulher de Kasereka Matembela ainda conseguiu fugir para a mata antes de acabar por morrer. Outros esconderam-se nos arbustos ou debaixo do camião, enquanto os bandidos roubavam tudo o que estava no veículo, incluindo telefones, dinheiro e equipamento GPS. Até o colchão que o pessoal tinha trazido para dormir foi levado."

O WWF referiu que acredita que o ataque não terá tido motivações políticas mas que os atiradores seriam apenas salteadores.

"Acreditamos realmente que não fomos alvo por sermos uma ONG a trabalhar na área mas que se tratava simplesmente de um assalto", diz Thierry Bodson, director de operações do WWF em Virunga. 

Bodson referiu ainda que a sua organização sabia que a área não era totalmente segura mas o funcionários acreditavam que ir de carro era seguro. O camião viajava entre as cidades de Lulimbi e Ishasha, onde a equipa do WWF estava a ensinar os rangers a utilizar o equipamento GPS.

 

O ataque salienta a volatilidade da zona, que se tornou um refúgio para numerosos grupos armados. O conflito entre as forças do general Nkunda e o exército congolês continuam a matar 40 mil pessoas todos os meses no oeste do Congo. A região também assistiu a duas guerras civis na década de 90, que se acredita terem causado a morte de mais de 4 milhões de pessoas, mais do que qualquer outro conflito desde a Segunda Guerra Mundial.

Mais de 110 rangers foram assassinados enquanto tentavam proteger a fauna selvagem do Parque Nacional Virunga nos últimos 10 anos, uma reserva classificada como Património da Humanidade pelas Nações Unidas com 79 mil hectares. No meio de tudo isto estão os gorilas de montanha.

Em Julho do último ano, malfeitores desconhecidos abateram cinco membros da família de gorilas Rugendo, no que pensa ter sido uma afirmação política contra os rangers

Os rangers de Virunga têm vindo a tentar impedir a recolha de madeira para o fabrico de carvão no interior do parque, carvão que alimenta a cidade vizinha de Goma e o vizinho Ruanda, onde a produção de carvão foi proibida.

A zona também é patrulhada por forças de manutenção de paz das Nações Unidas, que têm combatido os grupos de milícia de tempos a tempos.

Apesar de todas estas dificuldades, o WWF anunciou que não irá retira-se de Virunga. "Os nossos pensamentos e orações vão para as famílias que perderam entes queridos e para os feridos mas este acontecimento apenas reforçou a nossa vontade de continuar a apoiar os esforços de conservação nesta zona crítica." 

 

 

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