2008-07-12

Subject: Cientistas marcam alforrecas

 

Cientistas marcam alforrecas

 

 

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Os cientistas estão a marcar alforrecas como forma de estudar o seu papel na fauna marinha ao largo das costas galesa e irlandesa.

Ainda que consistam de 98% de água, algumas têm o tamanho de tampas de lata de lixo e são, dizem os biólogos, "fortes e robustas", o que torna a marcação possível.

Cerca de 10 medusas juba-de-leão e 20 medusas barril vão ser estudadas com particular interesse pois as medusas são uma importante fonte de alimento para as tartarugas-de-couro.

Os peritos das Universidades de Swansea, Belfast e Cork também pretendem descobrir quanto tempo estes animais vivem, contando para isso com a ajuda dos populares que frequentam as praias da zona, pois os que encontrarem alforrecas mortas no areal podem reclamar uma recompensa.

O projecto de investigação paga £25 pela entrega das etiquetas de cor laranja vivo, que se espera comecem a dar à costa de Gales ou à costa leste da Irlanda algures no próximo ano. As etiquetas funcionam como mini-computadores à prova de água.

O biólogo marinho Jon Houghton comenta que a ideia "parece tola" mas foi necessária porque os peritos sabem tanto sobre alforrecas como sabem sobre unicórnios.

Os investigadores têm como alvo quatro locais, Rosslare e Dublin na costa irlandesa e Carmarthen e Tremadog no País de Gales. 

Houghton, da Queen's University de Belfast explica que ainda que as medusas pareçam ser pouco mais que um saco de plástico cheio de água, é possível prender-lhes etiquetas capazes de registar a profundidade e o tempo de mergulho usando para isso um simples cabo.

 

Segundo ele, um barco arrasta a medusa, algumas com um metro de diâmetro e pesando mais de 6 Kg, e os investigadores recolhem-nas com uma rede ou mergulham para ajustar a etiqueta à mão.

"Se pensarmos no que uma alforreca parece, é como se fosse um cogumelo gigante, logo por baixo do chapéu do cogumelo há um pé bastante espesso logo é possível prender um cabo com a etiqueta à sua volta. Na realidade, são animais muito robustos."

"A etiqueta está ligada a um minúsculo flutuador que, quando a medusa morre, se solta, flutua para a superfície e é arrastado para a costa, onde pode ser recolhido."

Houghton explica que o objectivo do estudo é descobrir mais acerca da forma como as alforrecas utilizam o seu ambiente, quanto tempo vivem e de que forma tiram partido das marés nos quatro locais de estudo.

"O que descobrimos é que as tartarugas-de-couro acabam sempre por vir dar a estas quatro baías, logo marcar as alforrecas com estes computadores de mergulho permitir-nos-á descobrir se elas sobem ou descem na coluna de água para sobreviver." 

 

 

Saber mais:

Irish Sea Leather Back Turtles Project

 

 

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