2008-07-10

Subject: O que aconteceu à gripe das aves?

 

O que aconteceu à gripe das aves?

 

 

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A gripe das aves afecta menos pessoas actualmente?

Sim e não. Os 88 casos e as 59 mortes registadas no ano passado são menos que as registadas no pico de 2006, com 115 casos e 79 mortes, quando o vírus chegou pela primeira vez à Turquia e ao Egipto e desencadeou um grande número de casos. Até ao momento foram registados 34 casos este ano.

O Vietname, Tailândia e China (os únicos países a registar casos de 2003–04 durante esta epidemia) fizeram progressos no controlo da propagação do vírus em aves de capoeira. Antes pontos principais de contaminação, os três países têm verificado uma queda significativa do número de casos em humanos.

No entanto, os casos têm vindo a acumular-se noutros doze países, com a Indonésia a liderar com 135 casos, mais de um terço do total mundial de 385. Uma grande preocupação é o Bangladesh, que assinalou o seu primeiro caso em Maio, que pode seguir as pisadas da Indonésia pois o vírus está firmemente estabelecido nas aves de capoeira do país. Por estes motivos, a aparente redução do número de casos pode ser de curta duração.

Qual é a situação com as aves de capoeira?

Ainda que alguns países estejam a fazer progressos no controlo da doença, as perspectivas são sombrias. Os peritos estão agora convencidos que a doença se tornou endémica na Indonésia, Bangladesh, Vietname e Egipto, o que torna a sua irradicação impossível. Isso torna, por sua vez, inevitável que continuem a surgir surtos noutros locais, pois o comércio de aves de capoeira ajuda a propagar o vírus.

Em 2007, os surtos em aves de capoeira ou em aves selvagens foram registados em 28 países. Vinte e dois países já registaram surtos este ano, com a Coreia do Sul a ter o pior em Abril. Sessenta e um países já foram afectados e o vírus H5N1 permanece uma ameaça importante para a agricultura e fornecimento de alimentos, para além da ameaça à saúde humana.

As tácticas a curto prazo de combate estão agora a evoluir para esforços a longo prazo, incluindo a reestruturação das práticas de comércio e criação. "Aceitar que o vírus não será erradicado não significa complacência, é apenas uma dose de realidade. Mas também retira a doença das primeiras páginas", diz Les Sims, consultor para a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO). 

"Para os governos lidarem com estas questões tem que existir um apoio a longo prazo. Infelizmente, os programas a longo prazo são menos apelativos para os dadores que as actividades de emergência, especialmente se a doença já não surgir nas primeiras páginas."

Um problema é o facto de a maioria dos países não ter sistemas que consigam incorporar rapidamente novos antigénios nas vacinas, o que torna as vacinações de aves de capoeira em áreas de risco cada vez menos eficientes.

Será que a gripe das aves ainda vai alcançar as Américas?

Sim, pois que ainda não o tenha feito deve-se apenas a pura sorte e a um relativo isolamento geográfico. Se entrar nas Américas pode representar um desastre para a industria alimentar na América Latina, pois o Brasil é o maior produtor mundial de aves de capoeira.

Se os riscos continuam a existir, porque não se ouve falar disto nas notícias?

A cobertura noticiosa da gripe das aves atingiu o seu pico de meados de 2005 a meados de 2006, na altura em que o vírus H5N1 saiu da Ásia, se espalhou pela Rússia e atingiu a Europa e a África. Ainda que a gripe das aves tenha, desde então, desaparecido das primeiras páginas, a cobertura noticiosa permanece sustentada e forte, como se poderá comprovar por uma busca no arquivo noticioso do Google.

 

O que está a ser feito para nos preparar para uma pandemia?

Muitos países, especialmente o Canadá, fizeram consideráveis progressos no planeamento de formas de mitigar uma pandemia, quando comparamos com há apenas 3 anos quando apenas existiam alguns planos a nível mundial. A sua implementação, no entanto, continua fragmentada.

Que progressos foram feitos em vacinas?

Muitos. As vacinas com ajudantes que aumentam a sua eficácia fazendo os antigénios ir mais longe, um factor crucial numa pandemia, estão a receber a atenção que merecem, apesar da inércia dos reguladores, governos e agências de investigação. As fórmulas actuais poupam tanto antigénio que a produção actual de vacina contra a gripe seria suficiente para vacinar toda a gente no planeta.

Mas as vacinas não podem ser fabricadas até que a pandemia comece e uma estirpe em particular, causadora da pandemia, possa ser identificada. Por isso vai ser uma corrida contra o tempo, exigindo um nível sem precedentes de coordenação internacional. 

No pé em que as coisas estão, as vacinas não estariam disponíveis antes de vários meses após o início da pandemia e os nove países que têm fábricas de vacina para a gripe devem conservar as primeiras fornadas para si próprios. Taiwan, Coreia, Brasil e México já estão a desenvolver as suas próprias fábricas.

Quais são as alternativas a uma vacina perfeitamente adequada?

Já foi proposta a possibilidade de se usarem vacinas pré-pandémicas adequadas às primeiras estirpes do H5N1. Mesmo que estas vacinas fossem apenas parcialmente eficazes, poderiam conferir protecção suficiente para impedir a morte ou uma doença mais grave.

A Organização Mundial de Saúde tenciona armazenar mais de 100 milhões de doses de vacinas pré-pandémicas e alguns países, incluindo o Japão, estão a analisar o mesmo procedimento.

Mas a realidade cruel é que sem um esforço internacional maior, as vacinas e os antivirais não vão chegar à maioria da população mundial, que vive em países pobres. 

David Fedson, antigo director dos assuntos médicos da farmacêutica Sanofi-Aventis, defende que os medicamentos anti-inflamatórios genéricos e baratos que estão disponíveis nos países pobres podem ajudar a reduzir a morte e a doença grave durante a pandemia. Podem impedir uma reacção excessiva do sistema imunitário, conhecida por tempestade de citoquinas, que é a principal causa de morte na gripe. 

 

 

Saber mais:

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Gripe das aves alcança África

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Perguntas mais frequentes sobre a gripe das aves

 

 

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