2008-07-08

Subject: Líderes mundiais vagos relativamente redução de emissões

 

Líderes mundiais vagos relativamente redução de emissões

 

 

Dificuldades em visualizar este email?

Consulte-o online!

Os líderes mundiais encontraram-se esta semana na cidade de Toyako na ilha japonesa de Hokkaido para discutir as alterações climáticas, entre outros problemas globais, mas cada vez é menos provável que haja algum progresso na redução das emissões de gases de efeito de estufa.

Ao aproximarmo-nos da cimeira deste ano dos G8 (Grupo dos Oito), onde se encontram as economias mais desenvolvidas do mundo, os problemas imediatos da subida brutal do preço do petróleo e a crise alimentar mundial pareciam empurrar para fora do palco as alterações climáticas mas de facto, “as questões dos alimentos e da energia têm reforçado a crise climática", diz John Kirton, chefe do Grupo de Investigação do G8 da Universidade de Toronto no Canadá.

“As alterações climáticas estão no centro das conversações em Hokkaido”, diz Philip Clapp, do Pew Environment Group, uma organização sem fins lucrativos com sede em Washington DC, que acrescenta que o primeiro-ministro japonês "está desejoso de obter um acordo".

Mas um comunicado emitido na terça-feira à tarde não trouxe progresso relativamente à última cimeira, em Heiligendamm, Alemanha, em 2007, quando os países do G8 (excepto Estados Unidos) concordaram em considerar as reduções das emissões globais a 50% dos níveis de 1990, pelo menos, até 2050.

Em vez disso, os líderes declararam o seu compromisso com uma visão de reduzir a metade as emissões até 2050, mas medidas pelos níveis de gases de efeito de estufa de 2005, em vez dos standards das Nações Unidas de 1990.

Apesar da pressão internacional dos cientistas, ambientalistas e chefe para as alterações climáticas das Nações Unidas, Yvo de Boer, para que os líderes do G8 estabeleçam objectivos específicos, claros e a curto prazo em Hokkaido, as últimas declarações reconhecem objectivos a médio prazo mas sem datas específicas ou níveis de redução de emissões.

A maioria dos peritos na cimeira foram críticos em relação ao comunicado e dizem que outras nações G8 fizeram concessões significativas para que os Estados Unidos se mantivessem na discussão. “Este documento é muito fraco e aguado, quando comparado com a declaração do ano passado", diz Clapp. “Mas o presidente Bush veio agora apoiar um objectivo que os outros estavam dispostos a assinar há um ano atrás."

“É um passo à frente e um passo atrás", diz Ben Wikler, do grupo Avaaz.org, que segue as conversações em Hokkaido. “Em Bali, países que tinham ratificado o Protocolo de Quioto concordaram em trabalhar para reduções de 25 a 40% até 2020, e aqui não se faz sequer referência a números específicos."

 

Os Estados Unidos não tem estado sozinho na oposição a alvos mais ambiciosos. Ainda que Fukuda tenha anunciado no Fórum Económico Mundial, que decorreu em Davos, Suíça, em Janeiro, que o Japão vai estabelecer uma meta nacional a médio prazo, este deve ser uma redução de 14% nos níveis de 2005 e não as reduções de 25 a 45% sobre os níveis de 1990 que foram pedidos pelos cientistas.

Ainda que seja historicamente um país energeticamente eficiente, as emissões japonesas ainda aumentaram mais de 6% desde 1990, logo uma base de 2005 significa reduções menos eficientes. Para além disso, em vez de apoiar metas impostas de cima para baixo por corpos internacionais como as Nações Unidas, o Japão optou fortemente por uma abordagem de baixo para cima de redução das emissões, reduzindo-as industria a industria, um método reconhecido pelo G8 no comunicado de terça-feira.

Mas nem todos vêm o acordo saído de Hokkaido como um falhanço. Segundo Kirton, o acordo serve para “estabelecer um regime fundamentalmente diferente do de Quioto", um onde "os países em vias de desenvolvimento que são agora os maiores produtores de carbono já não têm um cheque em branco".

Os países em vias de desenvolvimento, como a China, já deixaram claro que querem metas específicas a médio prazo para os países desenvolvidos antes de se comprometerem a reduzir para metade as suas emissões até 2050.

“Há aqui mais do que suficiente para se alcançar os requisitos mínimos para as outras oito nações", diz Kirton optimisticamente mas Clapp não tem as mesmas certezas: “Os países em vias de desenvolvimento estão a olhar para os mais industrializados à espera que estes estabeleçam metas mais agressivas e obrigatórias mas este documento apenas refere aspirações." 

 

 

Saber mais:

G8 Hokkaido Summit 2008

Declaração do primeiro-ministro japonês Fukuda sobre alterações climáticas

Destruição da natureza aumenta as dificuldades dos mais pobres

Bush rejeita acordo ao estilo Quioto na cimeira G8

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2008


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com