2008-07-07

Subject: Relógio biológico masculino também faz tic-tac

 

Relógio biológico masculino também faz tic-tac

 

 

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Os cientistas dizem ter descoberto provas de que os homens, tal como as mulheres, têm relógios biológicos reprodutivos e que eles começam a dar sinal depois dos 30 e poucos anos.

Um estudo francês de mais de 12200 casais a fazer tratamentos de fertilidade sugere que a probabilidade de gravidez bem sucedida cai quando o homem tem mais de 35 anos. O estudo acrescenta que a probabilidade é significativamente inferior se o homem tiver mais de 40.

Estudos anteriores já tinham mostrado que tanto a concepção natural como a assistida era mais difícil se o homem tivesse mais de 40.

Os investigadores referiram perante uma conferência de saúde reprodutiva europeia que os problemas são quase de certeza causados por danos no DNA dos espermatozóides.

Os cientistas estudaram casais que tinham procurado tratamento para a infertilidade no centro de Reprodução Assistida de Eylau em Paris entre Janeiro de 2002 e Dezembro de 2006.

A todos foram realizadas inseminações intra-uterinas, vulgarmente conhecidas por inseminação artificial, em que o esperma é inserido no útero quando a mulher está a ovular.

Esta situação apenas pode ser aplicada quando a mulher não tem problemas de fertilidade e é menos invasiva que a fertilização in vitro.

O espermatozóides dos homens foram examinados relativamente à quantidade, mobilidade, tamanho e forma. Também se procedeu ao registo das taxas de gravidez, aborto espontâneo e nascimento.

Para além disso, os investigadores analisaram dados detalhados das gravidezes, o que lhes permitiu determinar factores associados ao homem ou à mulher.

Tal como seria de esperar, a idade da mãe tinha impacto em mulheres com mais de 35 anos, que tinham uma probabilidade significativamente maior de aborto espontâneo e uma taxa de gravidez inferior, mas a equipa também descobriu a taxa de aborto também aumentava quando o homem tinha mais de 35 e se tivesse mais de 40 então a taxa de gravidez bem sucedida ainda era mais baixa.

 

Para esses casais, um terço das gravidezes acabava em aborto e apenas 10% dos tratamentos resultava em gravidez.

Stephanie Belloc, que apresentou o estudo na conferência da European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE) em Barcelona, disse: "Este estudo tem implicações importantes para os casais que pretendam constituir família."

Segundo ela, esses casais devem realizar fertilização in vitro (em que o óvulo é fertilizado pelo espermatozóide numa caixa de Petri) ou, quando a membrana mais externa do óvulo bloquear o espermatozóide com DNA defeituoso, ICSI (neste caso o espermatozóide é injectado directamente no óvulo) usando os melhores espermatozóides.

"Estes métodos, ainda que não sejam por si uma garantia de sucesso, podem ajudar os casais em que o homem é mais velho a alcançar a gravidez mais rapidamente e reduzir o risco de aborto", acrescenta ela.

Allan Pacey, perito em fertilidade na Universidade de Sheffield e secretário da British Fertility Society, comentou: "Cada vez se encontram mais evidências de que os homens não são totalmente imunes ao envelhecimento reprodutivo."

"Estudos anteriores de casais que tentavam conceber naturalmente ou recorriam a fertilização in vitro já tinham mostrado que homens com cerca de 40 anos são menos férteis que os mais jovens. Mais ainda, se conseguem uma gravidez, as suas parceiras têm uma probabilidade maior de abortarem." 

 

 

 

Saber mais:

British Fertility Society

ESHRE

 

 

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