2008-06-22

Subject: Sarampo não actua como pensávamos

 

Sarampo não actua como pensávamos

 

 

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A galopada que o vírus do sarampo faz pelo corpo não precisa de envolver as vias respiratórias, como antes se pensava.

Pelo contrário, o vírus prefere replicar-se nas células imunitárias. Esta descoberta potencialmente abre caminho a uma nova e melhor vaga de tratamentos contra o cancro que utilizam uma versão modificada do vírus do sarampo para se focarem no sistema imunitário.

Pensava-se que o sarampo se propagava infectando primeiro as células das vias respiratórias antes de atacar as células imunitárias. Uma sugestão alternativa, de que o vírus é transportado principalmente pelas células imunitárias linfáticas, foi agora testada por Roberto Cattaneo, da Clínica Mayo de Rochester, Minnesota.

A equipa de Cattaneo produziu um vírus de sarampo que era 'cego' para os receptores do sarampo nas mucosas respiratórias, conhecidos por receptores celulares epiteliais. O vírus ainda era capaz de entrar e sair das células linfáticas e era capaz de se ligar aos receptores do sarampo dessas células, um receptor conhecido por molécula de sinalização e activação linfocítica (SLAM).

Quando o vírus mutante foi ministrado a macacos Rhesus através do nariz, os animais revelaram sinais de infecção com sarampo: perda de peso e comichão. 

 

Mas logo que o vírus fez efeito não foi capaz de deixar o corpo através das vias respiratórias, revelando que não conseguia atravessar o epitélio para sair do corpo através dos pulmões, logo era pouco provável que tivesse entrado no corpo por essa via. Em vez disso, entrou pelas células linfáticas primeiro.

“Demonstrámos que essa replicação nas vias respiratórias não é necessária e que a replicação viral exclusivamente em células imunitárias causa sarampo em macacos", diz Cattaneo.

“Que uma variante do vírus cega aos receptores epiteliais não seja libertada pelo hospedeiro é uma agradável e surpreendente revelação", diz Juergen Schneider-Schaulies, virulogista da Universidade de Wuerzberg na Alemanha.

Vírus de sarampo reprogramados estão a ser investigados como forma de levar tratamentos de cancro às células e esta nova compreensão do percurso infeccioso do vírus pode ajudar nessa investigação. “Pode haver implicações para novos tipos de tratamentos de cancro usando vírus de sarampo muito atenuados", diz Schneider-Schaulies.

 

 

Saber mais:

Sarampo - Wikipédia, a enciclopédia livre

 

 

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