2008-06-21

Subject: A nova linguagem da conservação

 

A nova linguagem da conservação

 

 

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Um grupo internacional de funcionários de conservação está a tentar estandardizar a linguagem da sua disciplina. A equipa acredita que termos comuns para os problemas de conservação e suas ferramentas são necessários para que  campo se torne verdadeiramente científico.

O novo sistema está a ser colocado em prática a todos os níveis, desde a ‘Lista Vermelha’ global das espécies ameaçadas a conservacionistas de aves que trabalham em regiões remotas como as terras altas do Quénia.

Toda a ciência aplicada depende de as pessoas utilizarem os mesmos nomes para os mesmos fenómenos, defende Nick Salafsky, um dos que tem instado à mudança. “Se cada médico tiver o seu próprio nome para as doenças ou para as curas, não teríamos forma de ter a ciência da medicina. Enfrentamos o mesmo problema com a conservação, temos que ter um standard."

Salafsky, que trabalha para a Foundations of Success, uma organização conservacionista sediada em Bethesda, Maryland, começou a trabalhar na classificação estandardizada das ameaças e acções conservacionistas como membro da Conservation Measures Partnership (CMP), um consórcio de organizações não governamentais de conservação.

Seguidamente descobriram que a World Conservation Union (IUCN) já estava a trabalhar num projecto similar. “Olhámos um para os outros e dissemos 'Oops'!”, diz Salafsky.

Os dois projectos uniram esforços e o resultado final, um sistema unificado, foi agora publicado na revista Conservation Biology e tem seis dimensões, que podem ser usadas para descrever e classificar qualquer projecto de conservação.

Estas dimensões são: o objectivo do projecto (como proteger um local ou o treino de gestores de conservação); as pessoas e grupos que o vão implementar; os sintomas de danos (como a desflorestação); as suas causas últimas e imediatas (por exemplo, industria madeireira e a procura de madeira, respectivamente); e as acções a serem tomadas (como ecoturismo ou reprodução em cativeiro).

A equipa testou o sistema numa lista de 1191 espécies de aves ameaçadas recolhida pela BirdLife International, uma entidade que reúne grupos de conservação de aves com sede em Cambridge, Reino Unido. O anterior sistema da BirdLife classificava mais de 90% das espécies como ameaçadas por ‘perda de habitat' mas a nova classificação decompõe esta situação em subcategorias mais úteis, como a agricultura e a urbanização.

 

“A perda de habitat surge sempre como uma ameaça avassaladora mas não conseguíamos determinar o que estava a conduzir a situação", diz Stuart Butchart, coordenador do Programa Global de Espécies da BirdLife. “O novo sistema aponta a agricultura e a exploração não sustentável como os principais motores. É uma forma muito mais lógica de analisar as ameaças."

A BirdLife está a aplicar o sistema ao seu seguimento de 10 mil áreas importantes para as aves em todo o mundo. O esquema também já foi adoptado pela Alliance for Zero Extinction, outro grupo de ONG que tem como objectivo identificar e preservar os últimos redutos de espécies ameaçadas. Também será aplicado às mais de 40 mil espécies da Lista Vermelha da IUCN de 2008.

"Não tem existido um sistema unificado de pensamento sobre as ameaças", diz Andrew Balmford, biólogo conservacionista da Universidade de Cambridge. “Os sistemas unificados são muito úteis na comunicação, identificação das melhores práticas e análise de tendências."

Balmford tem estado envolvido num projecto separado para unificar as medidas de sucesso da conservação. Está feliz por notar que a lista do projecto é praticamente igual à classificação CMP–IUCN mas reconhece que a duplicação de esforços pode ser uma questão na conservação. “É algo que precisamos de continuar a trabalhar." 

 

 

Saber mais:

Foundations of Success

Conservation Measures Partnership

BirdLife International

Harmonising Measures of Conservation Success

 

 

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