2008-06-13

Subject: Cancro revela truque cruel

 

Cancro revela truque cruel

 

 

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Alguns cancros são capazes de produzir uma proteína que acorda células cancerosas dormentes outras localizações do corpo, sugere um estudo em ratos. 

A descoberta pode ajudar os médicos a compreender e prevenir a disseminação de cancros através do corpo.

Os resultados fornecem uma possível explicação para o facto dos altos níveis da proteína osteopontina em pacientes com cancro já terem sido associados a um aumento do risco de morte. Os investigadores estão a trabalhar no desenvolvimento de um medicamento que bloqueie a proteína como uma possível ferramenta na luta contra a doença.

A maioria dos pacientes que morrem de cancro não sucumbem ao cancro inicial, chamado o tumor primário, mas da propagação da doença para outras partes do corpo. Apesar da importância deste processo, chamado metástase, ser clara, não há terapia actualmente disponível que possa bloquear especificamente esta marcha sinistra através do corpo.

Já é conhecido que as células tumorais conseguem escapar e entrar na circulação do paciente muito cedo no desenvolvimento da doença. Pensa-se, no entanto, que muito poucas destas células se desenvolvem e originam novos tumores no seu novo ambiente, que é parte da razão porque a metástase tem intrigado os peritos.

“Por alguma razão as células apenas ficam lá, dormentes até que algo estimule o seu crescimento", diz Sandra McAllister, investigadora do cancro do Whitehead Institute for Biomedical Research de Cambridge, Massachusetts. “Não sabíamos que eventos eram esses, que activam as células metastáticas."

As descobertas, publicadas esta semana na revista Cell sugerem uma forma em que o tumor original pode apoiar o crescimento desta sua 'descendência' cancerosa.

McAllister e os colegas, liderados por Robert Weinberg do Whitehead Institute, co-implantaram dois tipos de células cancerosas em ratos. O primeiro, que designaram tumor 'instigador', era composto de células de cancro da mama em crescimento acelerado cultivadas em laboratório. Também injectaram outras células cancerosas, designadas células ‘de resposta', que eram conhecidas por crescerem lentamente e raramente metastatisam.

Descobriram que a presença do tumor instigador era suficiente para acelerar o desenvolvimento do de resposta, que seguidamente originava até nove vezes mais tumores metásticos do que quando o instigador estava ausente. Os resultados foram semelhantes quando repetiram a experiência com células do cancro do cólon como tumor de resposta.

 

A análise subsequente revelou que a proteína osteopontina é crucial para este efeito instigador. Outros investigadores têm desenvolvido a osteopontina como biomarcador para seguir a progressão do cancro e a subida dos níveis de proteína têm sido associados ao aumento da probabilidade de morte devido a vários cancros, incluindo da mama e da próstata.

Quando McAllister bloqueou a produção de osteopontina nas células cancerosas, o tumor instigador continuou a crescer mas não estimulava as células de resposta. Os investigadores colocaram a hipótese de a proteína sinalizar a medula óssea para libertar a classe de células que ajudam as células invasivas a colonizar novos tecidos.

O trabalho revela um importante novo mecanismo da disseminação do cancro, diz Ann Chambers, investigadora do cancro no London Health Sciences Centre do Ontário, Canadá, mas decidir a sua relevância em pacientes humanos é o próximo passo.

Resultados prévios mostraram que alguns tumores primários funcionam ao contrário, bloqueando o crescimento de células metastáticas ao inibir o estabelecimento de fornecimento de sangue ao novo tumor. McAllister especula que possa vir a surgir um teste que permita determinar se o tumor de um paciente vai estimular ou bloquear outros tumores, permitindo tratar os pacientes de acordo.

Apesar de a osteopontina ser um alvo atractivo para medicamentos, a proteína também é produzida em níveis baixos em pacientes saudáveis, o que coloca a possibilidade de que a interferência com ela possa ter efeitos secundários indesejados.

Ainda assim, a osteopontina é uma proteína complexa, diz Chambers, que é quimicamente modificada pelo corpo de muitas formas. “Ninguém sabe realmente de que forma estas diferentes formas são funcionalmente diferentes", diz ela, mas uma vez isso compreendido, pode ser possível ter como alvo específico as formas estimuladoras de tumores. 

 

 

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