2008-06-12

Subject: Tribunal suíço proíbe trabalho com cérebros de macaco

 

Tribunal suíço proíbe trabalho com cérebros de macaco

 

 

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Dois dos maiores institutos de Zurique estão a recorrer para o Supremo Tribunal suíço depois de um tribunal de menor instância ter decidido proibir duas experiências com primatas que estudavam a forma como o cérebro se adapta à mudança.

Segundo os dois institutos, a proibição é uma ameaça séria a toda a investigação básica que use animais na Suíça.

A Universidade de Zurique e o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETHZ) anunciaram a quatro de Junho que o tribunal administrativo local tinha decidido contra as experiências em macacos Rhesus, que tinham sido aprovadas em 2006 pela Fundação Nacional para a Ciência da Suíça, uma agência de financiamento, e pelo Gabinete Veterinário do Cantão de Zurique, responsável pelo controlo do bem-estar dos animais.

A decisão do gabinete veterinário foi contestada por um comité conselheiro externo sobre experimentação em animais, que defendeu que as experiências propostas iriam ofender a dignidade dos animais. A exigência de considerar a 'dignidade das criaturas' foi introduzida na constituição suíça em 2004.

O tribunal não se referiu à dignidade mas concordou que não era provável que a sociedade visse benefícios das investigações durante o período de três anos de financiamento aprovado, logo o sofrimento dos animais não era justificado. A lei suíça exige que o benefício para a sociedade seja pesado contra o sofrimento dos animais antes que qualquer experiência com animais possa decorrer.

“Mas o tribunal fez uma nova interpretação da lei ao exigir benefícios imediatos, o que não é compatível com qualquer tipo de investigação básica", diz Peter Chen, vice-presidente para a investigação do ETHZ. “Vai para além dos requisitos da lei e não temos outra hipótese a não ser contestar a decisão numa instância superior."

 

As experiências ião ser realizadas no Instituto de Neuroinformática, mantido em conjunto pelas duas entidades. Uma experiência, que pretendia seguir as alterações no córtex cerebral durante a aprendizagem perceptual, envolvia negar aos macacos do teste água por períodos até doze horas, como forma de aumentar o valor da recompensa de sumo de maçã que seria oferecida se aprendessem uma nova tarefa correctamente.

A outras experiência, concebida para compreender os microcircuitos do córtex, envolvia sacrificar os animais para seguir os seus circuitos microscopicamente.

Os cientistas utilizam primatas pelo facto de os seus cérebros serem mais parecidos com o humano. “Precisamos de compreender a biologia básica dos nossos cérebros para podermos tratar com sucesso doenças como o Parkinson”, diz Kevan Martin, um dos investigadores. Ele tenciona voltar a candidatar-se perante a comissão ética tornando o valor da sua experiência mais explícito.

Roger Lemon, neuroscientista do University College de Londres, diz que descobrir como funcionam os circuitos cerebrais em situações normais ou em doentes é fundamental para o desenvolvimento de novas terapias para doenças neurológicas. 

 

 

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