2008-06-10

Subject: Família dos mamutes peludos tem novo ramo

 

Família dos mamutes peludos tem novo ramo

 

 

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Vagueando pelas planícies da Sibéria até há 40 mil anos vivam não um mas dois grupos de mamutes peludos de presas encaracoladas, lado a lado.

Uma equipa internacional de investigadores liderada por Thomas Gilbert, da Universidade de Copenhaga na Dinamarca, sequenciou cinco novos genomas completos de DNA mitocondrial (mtDNA) de mamutes peludos Mammuthus primigenius. A contagem de genomas mtDNA completos atinge agora os 18.

Gilbert submeteram cinco amostras de pelo a uma nova técnica que permite que genomas mtDNA inteiros sejam sequenciados a partir de um único segmento de pelo. O seu trabalho, quando somado às 13 amostras já sequenciadas permitiu um leque suficientemente distinto e pode-se mostrar que os mamutes peludos existiam em dois grupos, ou clades, com origem num ancestral comum.

As duas clades vivam no mesmo local ao mesmo tempo, ainda que os mamutes de uma das clades se mantivessem numa zona pequena e tivessem desaparecido muito antes dos seus parentes da outra clade.

O DNA das mitocôndrias é passado apenas por linhagem materna e não dá informações acerca da função genética, como poderia o DNA nuclear. Mas ainda assim, é muito útil porque não se altera de progenitor para descendente, o que o torna ideal para revelar quando estão presentes diferentes grupos de animais.

Gilbert descobriu que as sequências de mtDNA eram obviamente diferentes entre as duas clades. Seguidamente analisaram as localizações geográficas dos diferentes animais e usaram métodos de datação por carbono-14 para deduzir em que época viviam. “Pode-se notar que nos dá os dois grupos a viver no mesmo local e ao mesmo tempo", diz Gilbert.

 

Mas os dois grupos tinham tendências muito diferentes. Um grupo “é geograficamente limitado", diz Gilbert. Permanecia no meio do alto Árctico, enquanto o outro grupo vagueava para muito mais longe.

As datações por carbono-14 mostram que os mamutes do grupo com habitat limitado se extinguiram há cerca de 40 mil anos, enquanto os mamutes mais vagabundos ainda perambulavam pelas mesmas áreas até há cerca de 10 mil anos. Gilbert salienta que existem margens de erro grandes nas datações de carbono-14 por isso nunca teremos a certeza absoluta se os dois grupos lá estavam ao mesmo tempo.

O estudo mostra a utilidade da técnica que permite obter informação genética a partir de pelos, que até aqui era considerada uma fonte muito pobre em DNA, diz Adrian Lister, do Museu de História Natural de Londres. Mas a questão dos grupos e espécies ainda vai demorar um tempo a ser decidida, diz ele. “É muito cedo para dizer se as clades mitocondriais representam dois grupos, duas subespécies ou, em caso extremo, duas espécies. Ainda não relacionámos a genética com a morfologia."

Sem uma análise de DNA nuclear, Gilbert não consegue responder a esta questão mas já está a trabalhar nisso. “É muito difícil mas acho que o mtDNA já indica para algo mais que diferentes grupos de mamutes. Espero que existam duas subespécies diferentes." 

 

 

Saber mais:

Descodificado DNA de mamute extinto

Bisontes ajudam a compreender a grande extinção americana

 

 

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