2008-06-09

Subject: Futuro sombrio para oceanos ácidos

 

Futuro sombrio para oceanos ácidos

 

 

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coral saudávelSe as alterações climáticas continuarem a este ritmo, o o futuro dos oceanos pode ser desprovido de corais, ouriços-do-mar e de outros organismos vitais para os ecossistemas marinhos.

Um estudo sobre as formas de vida em volta das fumarolas submarinas descobriu que estes animais não conseguem sobreviver nestes ambientes ricos em dióxido de carbono, que imitam os oceanos do futuro.

Os oceanos mundiais funcionam como uma esponja gigante, absorvendo CO2 a uma taxa estimada de 2 mil milhões de toneladas por ano. Os investigadores consideram que essa absorção tem reduzido o impacto das emissões humanas que estão a causar as alterações climáticas mas há uma consequência pouco desejada. A subida da concentração de CO2 na água baixa o pH do mar, tornando-o mais ácido.

O aumento da acidez do oceano, por sua vez, remove a calcite e a aragonite do meio marinho, dois minerais vulgarmente usados pelos organismos na construção de conchas. Os biólogos marinhos temem que a acidez possa causar danos a seres como os corais e destabilizar os ecossistemas marinhos.

Até agora, estas preocupações têm sido baseadas em experiências conduzidas em grandes aquários e não em águas abertas, refere Jason Hall-Spencer, biólogo marinho da Universidade de Plymouth, Reino Unido. Para averiguar de que forma a acidez pode alterar um ecossistema marinho, Hall-Spencer estudou uma série de vulcões submarinos ao largo da costa de Itália.

As fumarolas submarinas libertam CO2 para o Mediterrâneo há milénios logo parecia um bom local para observar os efeitos da acidificação. "Mergulhar nestas zonas é olhar para o futuro."

Os resultados do estudo são "muito preocupantes", diz Hall-Spencer. À medida que os investigadores se deslocavam em direcção às fumarolas, notaram que organismos como os corais desapareciam. Organismos unicelulares que formam conchas de calcite também desapareceram, pois "não conseguem formar os seus esqueletos", diz ele.

 

coral acidificadoOs resultados têm implicações importantes, alerta Hall-Spencer. Por exemplo, os recifes de coral impedem a erosão costeira em muitas zonas e muitos microrganismos são essenciais aos ecossistemas marinhos. O estudo também descobriu que, na ausência destes seres, espécies exóticas de algas tomam de assalto toda a zona envolvente. "Estou muito preocupado com a possibilidade de as algas irem alterar radicalmente os habitats marinhos de pouca profundidade por todo o mundo."

"É realmente um resultado espantoso", diz Scott Doney, oceanógrafo da Woods Hole Oceanographic Institution no Massachusetts. Doney diz que as descobertas confirmam muitas das suspeitas dos oceanógrafos e acredita que é necessário mais trabalho para compreender de que forma a acidificação pode perturbar as cadeias alimentares marinhas.

Hall-Spencer está agora em busca de outros sistemas de fumarolas nos oceanos Pacífico e Atlântico que possam fornecer mais pistas sobre os impactos da acidez noutras regiões. 

 

 

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