2008-06-04

Subject: Telemóveis revelam padrões de deslocação humana

 

Telemóveis revelam padrões de deslocação humana

 

 

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Investigadores descobriram uma nova utilização para o ubíquo telemóvel: seguir os movimentos humanos.

Ao registar os sinais de telemóvel de 100 mil utilizadores a enviar e receber chamadas e mensagens de texto, uma equipa da Universidade Northeastern de Boston, Massachusetts, descobriu algumas aparentemente universais leis do movimento humano.

Os resultados podem ajudar os epidemiologistas a prever a forma de propagação de vírus através das populações e ajudar os planeadores urbanos a atribuir recursos.

Albert-László Barabási mostra que a maioria das pessoas, talvez com pouca surpresa, são criaturas de hábitos. Fazem viagens regulares aos mesmos pouco locais, como o emprego e casa, e temperam-nas com ocasionais escapadelas mais longas, como as férias.

As distâncias que as pessoas cobrem variam grandemente entre os indivíduos mas seguem um padrão similar, a maioria das pessoas desloca-se diariamente curtas distâncias, enquanto algumas almas mais corajosas se deslocam longas distâncias em pouco tempo.

Estes padrões podem parecer óbvios mas os dados sobre os movimentos de indivíduos humanos são difíceis de obter e os investigadores ainda não os estudaram como deve ser. Na realidade não sabemos como os humanos se deslocam", diz Barabási. “Quando olhamos para a população como um todo, não há forma de descrever os padrões. O problema para responder a esta questão é que as pessoas geralmente não são seguidas, mas hoje em dia isso acontece com os telemóveis que transportamos."

Assim, Barabási fez uma parceria com uma operadora de telemóveis (não identificada para proteger a privacidade dos clientes), que lhe forneceu dados anónimos recolhidos pelas torres de transmissão que gerem as chamadas e as mensagens de texto para 100 mil indivíduos no espaço de seis meses.

 

Os resultados encaixam numa tentativa de 2006 para seguir os movimentos humanos através de notas de banco, também publicada na revista Nature. Os investigadores liderados por Dirk Brockmann, agora na Universidade Northwestern no Illinois, analisou os movimentos de mais de meio milhão de notas de dólar americano à medida que iam sendo passadas, no espaço de cinco anos. Descobriu padrões semelhantes de muitos movimentos curtos e mais longos ocasionais.

Mas como as notas de banco são passadas de pessoa a pessoa e raramente permanecem no mesmo bolso muito tempo, o estudo apenas pode dar uma imagem geral dos movimentos. O estudo de Barabási “responde a questões acerca de variabilidade individual que não pudemos abordar com as notas", diz Brockmann.

A rígida protecção de dados impediu Brockmann de fazer a sua versão do estudo na Alemanha, onde estava sediado até à pouco tempo. Os dados de telemóvel têm o potencial de revelar informações acerca de onde os indivíduos vivem e trabalham. “Tenho estado a tentar obter dados de telemóvel mas não foi possível."

Devido às considerações de privacidade, o estudo de Barabási não divulga onde no mundo foi realizado e a localização pode afectar os padrões de forma intensa devido aos diferentes hábitos diários das pessoas em países diferentes.

“É estranho observar estas regularidades matemáticas em comportamentos tão complexos", diz Brockmann. O desafio agora é descobrir porque algo tão complexo como o movimento humano segue padrões tão consistentes, diz ele. “Nenhum dos estudos responde a isso." 

 

 

Saber mais:

Albert-László Barabási

Utilização intensiva do telemóvel causa danos ao esperma?

 

 

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