2008-06-03

Subject: Imagens revelam a rápida perda de floresta tropical

 

Imagens revelam a rápida perda de floresta tropical

 

 

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Clique para imagem maior (abre numa nova janela)Imagens de satélite de alta resolução revelaram a rápida desflorestação do ponto quente de biodiversidade da Papua-Nova Guiné, a sua floresta tropical húmida, ao longo dos últimos 30 anos.

Uma equipa internacional de investigadores estima que à taxa actual de perda mais de metade das florestas do país terão desaparecido até 2021. As principais ameaças são o abate por parte da industria madeireira e os incêndios.

As actuais medidas de conservação estão a falhar na protecção das terceiras maiores florestas tropicais húmidas do mundo, conclui a equipa. 

Os cientistas das Universidades da Papua-Nova Guiné (PNG) e Nacional da Austrália passaram cinco anos a analisar imagens de satélite que revelavam a desflorestação e a destruição de habitat entre 1972 e 2002.

Estimam que em 2001 as florestas acessíveis do país estavam a ser abatidas ou degradadas à taxa anual de 362 mil hectares. As imagens também revelam que as árvores de zonas protegidas estavam a ser abatidas à mesma taxa que as de zonas não protegidas.

Ainda que represente menos de 0,5% da área continental terrestre, a ilha nação é lar do que se estima serem 6 a 7% das espécies do planeta. "Ainda é uma das nações mais florestadas do planeta", diz o autor principal do estudo, Phil Shearman. "No entanto, o relatório detalha como as florestas estão a ser perdidas a uma taxa muito superior à que se pensava."

Os investigadores mapearam o coberto florestal e a degradação em 2002 através de imagens de alta resolução dos satélites Landsat ETM+, SPOT4 e SPOT5. Seguidamente compararam estes dados com um mapa detalhado de 1972 para mostrar a extensão de perda de floresta ao longo de um período de 30 anos.

A equipa descobriu que os principais motores da destruição eram o abate comercial de árvores, a agricultura de subsistência e as queimadas.

"Ao contrário da opinião popular de que pouco se passa, as taxas de alteração são elevadas e estão a acelerar", explicou Julian Ash, um dos co-autores do relatório. "As operações madeireiras comerciais estão a extrair mais de 2,6% dos recursos acessíveis todos os anos e estão a causar a libertação de cerca de 22 milhões de toneladas de carbono."

 

O primeiro-ministro da PNG, Belden Namah, diz que o relatório é muito desagradável de ler mas acrescentou que, ainda assim, agradecia a avaliação detalhada do estado das florestas tropicais.

"Ao longo das décadas passadas imaginámos que as nossas florestas eram ilimitadas", escreve ele no prefácio do relatório. "Talvez a rápida modernização que tem ocorrido na PNG nos tenha tornado reticentes a aceitar as escassezes da nação, temos estado demasiado focados no desenvolvimento local em vez de olharmos para o panorama mais geral. Se este relatório é o comprimido amargo que temos que engolir para garantir que manteremos as florestas num futuro próximo, então assim seja."

O governo da Papua-Nova Guiné tem consciência que proteger as florestas pode provar ser economicamente benéfico. Apoia o conceito de Redução das Emissões devidas à Desflorestação e Degradação (REDD), que foi considerado na cimeira global sobre alterações climáticas do ano passado em Bali.

De acordo com esse esquema, as nações em desenvolvimento com vastas áreas florestais podem receber pagamentos dos países industrializados para não abater árvores. As nações mais ricas poderiam, então, compensar parte das suas emissões de dióxido de carbono com o que era absorvido e armazenado pelas árvores que tinham pago para proteger.

Mas Shearman diz que a taxa actual de perda de floresta pode vir a tornar difícil para o governo convencer as pessoas de que está seriamente empenhado em proteger as florestas.

"Se estão a permitir que companhias madeireiras internacionais levem tudo o que é acessível, tudo o que vai sobrar serão as terras fisicamente inacessíveis à exploração e que também nunca seriam afectadas, mesmo sem regras de protecção."

Namah considera que as descobertas do relatório deram uma visão importante do impacto da industria madeireira e da agricultura sobre a paisagem e irá complementar a política de gestão florestal do governo. "Há necessidade de substituir a perda de árvores, por cada árvore abatida teremos que plantar outras três."

Ash, alerta, no entanto: "Leva séculos e não décadas, para a floresta tropical recuperar de alterações deste tipo. Este relatório é um sinal de alerta para que nos preocupemos com o futuro das nossas florestas. Estas questões têm impacto global e devem galvanizar a comunidade internacional." 

 

 

Saber mais:

Universidade da Papua-Nova Guiné - Centro de Detecção Remota

Universidade Nacional da Austrália

 

 

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