2008-05-28

Subject: Tubarões nadam cada vez mais perto da extinção

Tubarões nadam cada vez mais perto da extinção

 

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Mais de metade dos tubarões oceânicos do mundo estão em risco de extinção, conclui uma nova análise agora conhecida.

Especialistas da IUCN descobriram que 11 espécies estão já na lista de alto risco, com cinco outras a revelar sinais de forte declínio.

Os tubarões são particularmente afectados pela pesca excessiva pois reproduzem-se lentamente.

Os cientistas estão a apelar à implementação de limites de capturas, ao fim da prática de corte de barbatanas e medidas que minimizem as capturas secundárias.

"Há esta ideia de que porque são espécies que existem em todos os mares os tubarões são mais resistentes às pressões da pesca comercial", diz Sonja Fordham, secretária-adjunta do Grupo de Especialistas em Tubarões da IUCN (IUCN SSG) e directora de política do grupo conservacionista Shark Alliance.

"De facto, os tubarões estão a tornar-se espécies de grave preocupação porque não existem limites internacional de capturas para os tubarões. Existem pescas intensivas em todos os oceanos do mundo e eles permanecem praticamente desprotegidos."

O SSG avaliou dados de 21 espécies de tubarões e raias, que nadam nas camadas superiores do oceano aberto, o que as torna mais expostas à frotas pesqueiras. Das 21, a manta gigante, foi avaliada como ameaçada e outras 10 como vulneráveis.

Cinco outras foram listadas como Quase Ameaçadas, o que significa que os sinais do seu declínio não são suficientemente sérios para merecerem, por enquanto, uma listagem completa.

A classificação foi baseada num vasto leque de critérios que analisam os declínios do efectivo populacional passados ou prevêem os futuros. Por exemplo, uma população que diminua 50% em 10 anos geralmente será classificada como Ameaçada.

Algumas destas espécies já tinham sido avaliadas anteriormente mas outras, incluindo as três de tubarões de cauda longa, estão pela primeira vez na lista de perigo. A principal ameaça aos tubarões é a pesca, tanto acidental como a que tem estas espécies como alvo específico.

"Os tubarões costumavam ser mortos como capturas secundárias por barcos que tinham como alvo espécies como o atum ou o peixe-espada", explica Fordham. "Mas agora essas espécies estão, elas próprias, em declínio e mais pescadores estão a ter os tubarões como alvo principal. Tubarões Porbeagle e Mako são capturados pela sua carne e barbatanas, espécies como o tubarão azul podem ter as suas barbatanas cortadas mas, particularmente na Europa, cada vez mais se notam mais animais a ser descarregados."

 

Várias entidades que regulam as pescas em águas internacionais, as Organizações Regionais de Gestão de Pescas, estabeleceram medidas para combater o corte de barbatanas mas existem diferentes standards, uma situação que permite aos pescadores escapar às regras.

Com as economias asiáticas em florescimento, os grupos conservacionistas têm vindo a alertar para o aumento do mercado de barbatanas.

"Os gestores das pescas, bem como funcionários de organizações regionais, nacionais e internacionais, têm uma obrigação real de melhorar esta situação", comenta Nicholas Dulvy, da Universidade Simon Fraser de Vancouver, o principal autor do relatório. "Mas não tem que ser assim, com um apoio público suficiente e a resultante vontade política, podemos inverter esta maré."

O relatório foi apresentado na Convenção para a Diversidade Biológica (CDB) em Bona, e será publicado na revista Aquatic Conservation: Marine and Freshwater Ecosystems. As novas avaliações de risco serão incluídas na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da IUCN, quando for publicada mais à frente neste ano. 

 

 

Saber mais:

IUCN SSG

Red List

Proposta da União de protecção aos tubarões

Conservacionistas pedem um pouco de compaixão para com o grande tubarão branco

Tubarões-touro nadam em águas políticas

Águas conturbadas para tubarões

 

 

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