2004-02-14

Subject: Protecção das rotas migratórias oceânicas é crucial

News of the Wild

 

Bem-vindo(a) a mais uma edição do boletim informativo  News of the  Wild

Este boletim é mantido pelo site Born to be Wild, para que não esqueça o seu lado selvagem ...

 

Em destaque:

Protecção das rotas migratórias oceânicas é crucial

 

  Questões ou comentários para: borntobewild@clix.pt

Dê o site Born to be Wild a conhecer a um amigo!!

 

A protecção das rotas oceânicas usadas por tartarugas e outras espécies ameaçadas é vital para a conservação da vida selvagem, argumenta um grupo de biólogos da American Association for the Advancement of Science. 

Provas da existência destas "auto-estradas" têm vindo a ser tornadas públicas ao longos dos últimos anos, após a recolha de dados através de marcação e seguimento de animais como tartarugas e golfinhos. Os estudos mostram que os maiores animais marinhos seguem quase sempre as rotas mais populares, sendo frequentemente capturados por barcos que pescam espécies menores nessas mesmas áreas. 

A extensão do problema é revelada na análise do efeito das pescas sobre espécies protegidas de tartarugas. Mais de 200000 tartarugas bobas Caretta caretta e 50000 tartarugas de couro Dermochelys coriacea são capturadas acidentalmente em 2000, correndo ambas as espécies sério risco de extinção em meados deste século. 

Sabemos onde se encontram estas auto-estradas oceânicas, diz Larry Crowder, da Universidade de Duke, autor do estudo sobre o efeito das pescas e um dos investigadores por trás desta proposta conservacionista. A única questão é se ainda conseguiremos actuar a tempo. Uma rota segue a orla da corrente do Golfo enquanto esta segue ao longo da costa leste dos Estados Unidos, outras seguem águas frias e ricas em nutrientes, longe da costa. 

A protecção destas rotas será difícil, admitem os investigadores. As rotas, reveladas através de dispositivos de emissores de rádio, captados por satélite, e colocados nos animais, nomeadamente tartarugas migradoras e golfinhos, não são estáticas na água. Algumas abrangem vastas áreas, atravessando oceanos de lado a lado. 

 

Os desafios são enormes, admite Elliott Norse, presidente do Marine Conservation Biology Institute, apoiante do plano conservacionista. O problema das rotas não serem fixas poderá ser resolvido, segundo ele, seguindo permanentemente o movimento de tartarugas e golfinhos, e comparando os dados recolhidos com as correntes oceânicas e temperaturas. 

Os investigadores que estratégias deste tipo poderão também ajudar a industria pesqueira a continuar a trabalhar nessas zonas, pois a conservação não obriga a uma proibição da pesca. 

Mas quem irá garantir a implementação destas regulamentações? Norse diz que as Nações Unidas têm o poder de proteger áreas fora das águas nacionais, acrescentando que já existe um precedente para esta situação. A caça comercial à baleia é proibida no oceano Índico, por exemplo, e os barcos não podem pescar espadarte em algumas zonas desse oceano. Regras semelhantes podem ser aplicadas às tartarugas, alega Norse. 

 

 

Saber mais: 

AAAS

WWF- Loggerhead Turtles Caretta caretta

WWF- Leatherback Turtles Dermochelys coriacea

 

 

Comentar esta notícia           Imprimir

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja receber o boletim Born to be Wild clique aqui!!

Respeitar os animais é respeitarmo-nos a nós próprios!

@ Born to be Wild, 2004


Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com