2004-02-13

Subject: Quebra do efectivo de leões marinhos do Pacífico investigada

News of the Wild

 

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Em destaque:

Quebra do efectivo de leões marinhos do Pacífico investigada

 

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Os cientistas acreditam que estão mais perto de compreender a razão para o colapso das populações de leões marinhos de Steller e de outros mamíferos do Pacífico norte. Os leões marinhos diminuíram em mais de 80% desde os anos 70 do século XX. 

O North Pacific Universities Marine Mammal Consortium diz que os animais parecem ter alterado a sua alimentação, passando a comer peixe com um menor conteúdo em gordura. Isto significa que os leões marinhos não conseguem acumular gordura suficiente para sobreviver e procriar no seu habitat frio. 

Em 1977 houve uma alteração radical, que atravessou todo o ecossistema, refere o director do consórcio Andrew Trites. Afectou não só as focas e leões marinhos, mas também camarões, caranguejos, salmão, todo um conjunto de espécies inverteram a sua tendência populacional de um dia para o outro. 

Os leões marinhos de Steller podem ser encontrados desde o Japão até à Rússia, Alaska, Colúmbia britânica e Califórnia. A maior parte dos indivíduos estão na zona do golfo do Alaska e ilhas Aleutas, tendo sofrido um declínio para cerca de 30000 indivíduos. 

O motivo porque os leões marinhos teriam mudado a sua ementa de peixes superiores do ponto de vista nutricional, como arenque, para peixes pobres como solha, continua a ser um mistério. Os cientistas têm usado os animais do Vancouver Aquarium para testar a hipótese do "stress nutricional". 

Alguns leões marinhos têm sido alimentados com diferentes dietas para se tentar perceber as suas necessidades nutricionais, crescimento e metabolismo. Alguns animais estão mesmo a ser treinados para testes em mar aberto, para que se perceba como os leões marinhos gastam a sua energia quando caçam o peixe. 

 

O que vamos fazer é medir a quantidade de oxigénio que inspiram antes de um mergulho. De seguida, deixa-se o animal mergulhar durante um certo tempo e até uma certa profundidade, medindo, depois, a quantidade de oxigénio que respiram ao emergir, explica Gordon Hastie, da Universidade da Colúmbia britânica. Destas medições, poderemos fazer uma ideia do que custa aos leões marinhos na natureza mergulhar para capturar peixe. 

Um número de factores pode ter causado esta alteração de dieta: sobre-exploração dos stocks pesqueiros, aquecimento global, entre outros, incluindo fenómenos inteiramente naturais que afectam os oceanos e que são responsáveis por alterações na quantidade de peixe disponível. 

Tantas das alterações no efectivo de animais no mundo estão relacionadas com actividades humanas, comenta Trites, que se neste caso o Homem pode não estar envolvido, só o acreditaremos com provas conclusivas. 

 

 

Saber mais: 

Desaparecimento de lontras do Alaska um mistério

 

 

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