2008-05-10

Subject: Polícia investiga massacre de iguanas

 

Polícia investiga massacre de iguanas

 

  Dificuldades em visualizar este email?

Consulte-o online!

A polícia da Grande Caimão está à caça dos criminosos que chacinaram seis das iguanas azuis gigantes, ícones da ilha e criticamente ameaçadas de extinção.

Os ataques, que também deixaram outros três animais feridos, ocorreram na semana passada numa instalação de reprodução em cativeiro existente na ilha das Caraíbas.

A polícia tem a certeza que o crime foi perpetrado por humanos pois tanto as iguanas mortas como as feridas foram cortadas com facas e revelam sinais de terem sido pontapeadas e pisadas.

Voluntários que cuidam das iguanas descobriram os corpos na manhã seguinte.

Não houve prisões até à data mas a população e os lojistas locais doaram dinheiro para uma recompensa a fornecer em caso de informações que conduzam a condenações no valor de € 10 mil.

"Esta carnificina incompreensível levou as pessoas às lágrimas", diz Frederic Burton, director do Programa de Recuperação da Iguana Azul (BIRP) que é responsável pela reprodução em cativeiro de iguanas antes de serem libertadas na natureza.

Para a população da ilha Grande Caimão a situação é semelhante ao massacre de gorilas no ano passado na República Democrática do Congo, com o corpo de uma das iguanas mortas ainda desaparecido mas as suas entranhas espalhadas à porta do espaço onde vivia.

Iguana azulAs iguanas devem o seu nome à coloração azul turquesa do corpo, pesam até 10 kg e chegam a viver 20 anos. Estão listadas como criticamente ameaçadas pela World Conservation Union (IUCN).

No entanto, devido a um bem sucedido programa de reprodução em cativeiro na ilha, apoiado por organizações não governamentais locais e internacionais, a espécie parecia ter sido salva da extinção e o seu efectivo estava em crescimento.

Enquanto em 2005 existiam apenas 25 iguanas azuis no mundo, actualmente existem 140 iguanas na instalação de reprodução em cativeiro da Grande Caimão e outras 230 a viver livres na natureza na ilha.

 

"Esta situação chocou as pessoas bem para além da comunidade conservacionista e revelou de forma mais forte que nunca como este animal único das Caimão se tornou um ícone da cultura nacional", explica Burton. "Cada uma das iguanas azuis mortas tinha uma história de vida rica e personalidade única e muitos sentem que perderam amigos pessoais."

Nunca um ataque deste tipo tinha acontecido com origem em humanos, ainda que as iguanas já tivessem sido atacadas e mortas por cães selvagens.

Uma das iguanas adultas mortas era "Digger", um símbolo da BIRP e a iguana que aparece num dos selos de correio das Caimão. "Estas iguanas que morreram eram as que as pessoas conheciam e gostavam, é um retrocesso e uma tragédia terrível", diz Burton.

O ataque surge num momento em que os naturalistas da ilha aguardam esperançosamente por legislação governamental que proteja partes significativas do habitat arbustivo da iguana e de outras espécies.

Os animais mortos eram adultos, capazes de produzir grande quantidade de ovos e que poderiam ter desencadeado a restauração de uma população selvagem viável. Estima-se que sejam necessárias pelo menos mil iguanas para a população estabilizar e ter verdadeiras hipóteses de sobrevivência.

"Esperamos que entre 400 a 500 hectares de terras sejam protegidos, a área necessária para sustentar mil iguanas", diz Matt Cottam, investigador sénior do Departamento do Ambiente das Caimão. "Estamos todos tão chocados com esta chacina mas também ficamos surpreendidos com o apoio da comunidade local e internacional, assim que a notícia se soube."

Os voluntários da BIRP e do National Trust estão, desde então, a guardar as instalações, enquanto novas medidas de segurança permanentes estão a ser colocadas. 

 

 

Saber mais:

BIRP

Sucesso na reprodução de lagartos raros

Alarme acerca da sobrevivência de antiga iguana azul

 

 

Recebeu este boletim através de um amigo??

Faça a sua própria subscrição aqui!!

Se não deseja voltar a receber o boletim News of the Wild clique aqui!!

simbiotica.org  |  Arquivo Comentar  |  Busca Contacte-nos  |  Imprimir  |  @ simbiotica.org, 2008

Return to Archives

Newsletter service by YourWebApps.com