2008-05-09

Subject: Declínio do bacalhau pode aumentar marés tóxicas

 

Declínio do bacalhau pode aumentar marés tóxicas

 

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O declínio dos stocks pesqueiros pode ser, em parte, responsável por crescimentos de algas nos oceanos, revelaram os investigadores.

Os cientistas descobriram que o desaparecimento dos stocks de no Mar Báltico nas últimas décadas levaram ao aumento do número dos minúsculos organismos fotossintéticos que originam as chamadas marés tóxicas.

Os florescimentos de algas microscópicas que originam estas marés podem ser venenosos para humanos, peixes e outras espécies selvagens e agora parece que estão em crescimento por todo o mundo.

"Nos últimos anos, a frequência destes florescimentos intensos no Mar Báltico aumentou, bem como o seu número no Verão", diz Michele Casini, da Comissão Sueca para as Pescas de Lysekil, e que liderou o estudo agora conhecido.

A principal causa dos florescimentos deve ser o aumento do nível de nutrientes presente nas águas oceânicas, com o empurrão da subida da temperatura das águas devido às alterações climáticas.

Nutrientes como o azoto e o fósforo são arrastados para o mar a partir das terras agrícolas, para além de serem produzidos industrialmente, um problema particularmente grave em águas de modo geral fechadas como o Báltico.

Estes nutrientes estimulam o crescimento de várias espécies de fitoplâncton que podem originar florescimentos. Para além das toxinas que produzem, o processo remove o oxigénio da água, um fenómeno conhecido por eutrofização.

A equipa de investigadores, que incluiu cientistas suecos, alemães e lituanos, avaliou três décadas de dados recolhidos sobre o Mar Báltico e as suas cadeias alimentares. 

Basicamente, o zooplâncton alimenta-se do fitoplâncton e os peixes pequenos alimentam-se do zooplâncton. Finalmente, o bacalhau, um predador de topo na cadeia alimentar, alimenta-se dos peixes menores.

"Neste momento, nos últimos 30 anos, o bacalhau foi o predador de topo no Báltico, depois de as populações de focas e outros mamíferos marinhos terem entrado em declínio devido à caça excessiva", explicou Casini.

Os dados revelaram uma correlação simples. Com o declínio da população de bacalhau, um declínio abrupto desde início da década de 80, a população de peixes menores aumentou, logo a população de zooplâncton declinou também e a de fitoplâncton disparou.

 

Muitos outros factores podem também estar envolvidos, pois o bacalhau não se alimenta exclusivamente de peixes menores e essas espécies também são alvo da pesca comercial.

No entanto, esses outros factores não parecem ter tido grande impacto, uma análise estatística eliminou, por exemplo, a possibilidade de alterações nos stocks de arenque (que também são presas do bacalhau) terem tido algum impacto nesta situação.

Pelo contrário, a influência da população de bacalhau, que diminuiu cerca de três quartos no espaço de uma década, emergiu como o factor predominante. 

A importância relativa da pesca excessiva sobre os florescimentos de algas noutros locais, fora do Báltico, já é outra questão. As cadeias alimentares noutras zonas são mais complexas e existem menos dados disponíveis, o que dificulta, logo à partida, uma investigação.

Ainda assim, a ideia de que alterações no efectivo de predadores de topo se propagam ao longo da cadeia alimentar é há muito aceite. Simplesmente, no Báltico a propagação teve o impacto maior no nível mais baixo da cadeia, onde é significativa, visível e potencialmente problemática. 

 

 

Saber mais:

Nova recomendação para a proibição total da pesca do bacalhau em 2007

Mar do Norte precisa de "acção conjunta"

Bacalhau e o aquecimento das águas

 

 

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