2008-05-05

Subject: Número de células de gordura permanece constante ao longo da vida

 

Número de células de gordura permanece constante ao longo da vida

 

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O número de células de gordura no nosso corpo permanece constante ao longo da vida adulta, revela um novo estudo. A descoberta sugere que o processo de ganho de peso pode ser fundamentalmente diferente em adultos e em crianças.

Os adultos que ganham ou perdem peso devem faze-lo através de alterações do tamanho das células de gordura, chamadas adipócitos, e que constituem os depósitos de gordura no corpo. Já as crianças, pelo contrário, acumulam mais gordura aumentando o número total destas células no corpo.

Isto pode significar que as pessoas que engordaram durante a infância podem ter mais dificuldade em alterar o seu peso mais tarde na vida do que as que apenas engordaram em adultas, sugere Kirsty Spalding, do Instituto Karolinska de Estocolmo, Suécia, que liderou este novo estudo.

Ainda que o número de adipócitos permaneça constante na fase adulta, Spalding e a sua equipa descobriram que não são sempre as mesmas células. Há um processo dinâmico de morte celular e renovação.

Spalding e a sua equipa recolheram biopsias de gordura da barriga de 687 pessoas, tanto magras como obesas, e registaram o número e a dimensão dos adipócitos, bem como a idade, sexo e índice de massa corporal. 

Combinados com dados semelhantes recolhidos anteriormente em crianças, estes revelaram que o número médio de células de gordura aumenta até por volta dos 20 anos e depois permanece relativamente constante, estando fortemente associada ao índice de massa corporal.

Os investigadores também mediram 20 pessoas obesas e realizaram a operação de colocação de uma banda gástrica para reduzir a ingestão de alimento. 

Quando Spalding mediu estes voluntários novamente, dois anos após o procedimento, descobriu que não havia uma redução do número de células de gordura: os voluntários ainda tinham mais de 80 mil milhões de células de gordura no corpo, apesar de terem perdido uma média de 18% do peso corporal. Era o volume de cada célula de gordura individualmente que se tinha reduzido e não o seu número.

Ainda assim, as células de gordura estão constantemente a morrer e a ser substituídas, mesmo nos adultos, revela Spalding. Chegaram a essa conclusão estudando gordura extraída durante procedimentos de lipoaspiração em 35 pessoas que viveram o período de testes nucleares da Guerra Fria, de 1955 a 1963, quando a atmosfera esteve mais radioactiva que o normal. Alimentos cultivados e ingeridos durante este período apresentavam níveis elevados do isótopo carbono-14.

 

Menos células de gordura apresentavam uma dose elevada de carbono-14 do que seria de esperar se estas células nunca fossem substituídas, relata a equipa na última edição da revista Nature. Isto revela que as células foram mudando ao longo das décadas.

Se os biólogos conseguirem perceber exactamente como funciona esta substituição dos adipócitos e de que forma é regulada, pode ser possível criar medicamentos que interfiram com o processo e potencialmente ajudar as pessoas a manter o peso ideal depois de terem emagrecido.

Spalding considera que um tratamento desses seria melhor aplicado a pessoas que já tivessem perdido peso de forma acentuada, como as que se sujeitam a cirurgia gástrica. "Temos que ser realmente cautelosos com a aplicação de uma coisa destas."

"Seria muito perigoso dar estes medicamentos a pessoas ainda muito obesas", acrescenta Spalding. Cortar o número de células de gordura quando as pessoas ainda apresentam um grande volume de gordura colocaria um esforço superior nos adipócitos restantes, levando a complicações metabólicas, como a diabetes, explica ela.

"Não me parece que vá ser tão simples como tomar um comprimido, perder o peso e problema resolvido", acrescenta ela.

Talvez mais importante, diz Spalding, seja a confirmação de que as células de gordura podem proliferar durante a infância mas não na fase adulta. Os factores por trás desta situação provavelmente são tanto genéticos como dietéticos, diz ela. 

Assim, ainda que a obesidade tenha tendência para ser uma característica de família, evitar engordar quando jovem vai ajudar a estabelecer um número de células de gordura saudável para toda a vida. "A melhor mensagem que podemos retirar disto é que as pessoas com filhos devem garantir que eles têm um estilo de vida saudável", diz Spalding. 

 

 

Saber mais:

Karolinska Institute

 

 

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