2003-10-09

Subject: Alarmante perda de leões em África

 

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Alarmante perda de leões em África

 

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Neste momento, talvez restem apenas 20000 leões em África, embora a espécie não enfrente um perigo imediato de extinção. Os maiores perigos que enfrentam são a caça desportiva e o conflito com agricultores e criadores de gado. 

Fora das luzes da ribalta do turismo, os leões estão a sofrer um forte declínio, revelou o investigador David Macdonald, director da Oxford University's Wildlife Conservation Research Unit. A sua estimativa do efectivo populacional de leões é mais preocupante quando comparada com o número anterior de 200000, obtido nos anos 80 do século passado. 

Os investigadores avaliaram o impacto da caça desportiva e para troféus no parque nacional Hwange no Zimbabwe. O parque está rodeado por concessões de caça, a quem o parque fornece uma quota anual de animais, principalmente leões macho adultos, o troféu mais cobiçado. 

O estudo sugere que os níveis de caça actuais não são sustentáveis, pois dos machos adultos marcados, 63% foram abatidos por caçadores na área que rodeia o parque. A resultante baixa densidade de machos é exacerbada pelo abate de jovens machos, quando os caçadores não detectam um macho adulto. Assim, os machos têm enormes territórios, mais de 3 vezes em área os das fêmeas, aumentando a probabilidade de sair dos limites protectores do parque. 

Ao contrário do que é habitual, os leões de Hwange mantêm ligações a vários grupos de fêmeas, o que implica que não as poderão proteger com o mesmo cuidado a todas e às suas crias. 

WildCRU estima que existam neste momento cerca de 42 machos adultos em Hwange, enquanto a quota de caça entre 1998 e 2002 permitia o abate de 63 leões. Estes números revelam que o número de animais abatidos anualmente excedeu largamente o nível sustentável de 4-10% dos machos adultos. Neste momento, o parque está a debater a hipótese de baixar a sua quota de caça. 

Os investigadores consideram que os grandes carnívoros africanos actuais enfrentam o alarmante destino dos seus primos europeus, como o lobo, encurralados entre as necessidades humanas e as suas necessidades de espaço e recursos. durante os quatro anos de duração do estudo, os leões foram envenenados, capturados em armadilhas e abatidos a tiro, nunca morreram de doenças, fome ou ferimentos naturalmente infligidos. 

Para impedir que os leões ataquem gado doméstico é necessário tornar as suas presas naturais mais abundantes, impedindo a sua caça e limitando a expansão do gado na savana. 

É difícil convencer os pastores locais do interesse da conservação destes felinos, pois estes raramente recebem algum benefício, pessoal ou para as suas comunidades, das hordas de turistas atraídas pelos leões e outra fauna selvagem nativa. O ecoturismo não é a solução de todos os males, a não ser que esta situação seja drasticamente alterada. 

Este estudo revela uma situação muito preocupante, pois a espécie parece bem mais frágil do que se supunha: se estivessem todos na nossa sala, 20000 leões eram uma enormidade mas lembrem-se de que estamos a falar de um continente inteiro, refere o líder deste estudo. Se criaturas tão emblemáticas como o leão estão ser dizimadas em duas décadas, imagine-se o que se passa com animais menos mediáticos, conclui Macdonald.  

 

 

 

Outras Notícias:

leões abatidos por vingança

 

Dez leões foram mortos em Junho deste ano por guerreiros Masai, no parque nacional de Nairobi, no Quénia. 

O último animal abatido tinha devorado seis vacas, sete cabras, sete ovelhas e um burro. 

O governo queniano enviou para o local unidades paramilitares para encontrar e prender os responsáveis. Nos dois meses antes destes incidentes, leões tinham invadido terrenos fora do parque, para caçar zebras e antílopes. 

Para proteger os leões restantes, bem como a propriedade dos habitantes locais, as autoridades colocaram uma cerca para conter os animais no interior da zona do parque.

 

Macho adulto

  Saber mais:   

Hwange Lion Research

Lion Research Center

 

 

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@ Born to be Wild, 2003


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