2008-04-14

Subject: Rússia treina macacos para viagem a Marte

 

Rússia treina macacos para viagem a Marte

 

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Macaco russo na cápsula espacial Bion em SochiNão vão proferir as famosas palavras de Yuri Gagarin "Vamos a isto!" mas os macacos de Sochi já demonstraram o seu valor no espaço e estão a ser preparados para uma viagem a Marte.

Os macacos serão os primeiros a experimentar a radiação que é um risco para os astronautas, ou cosmonautas em russo, em qualquer voo para o planeta vermelho.

O Instituto Sochi de Primatologia Médica de Vesyoloye, perto do Mar Negro, tem uma orgulhosa história de envolvimento com o programa espacial russo. "Humanos e macacos têm mais ou menos a mesma sensibilidade a grandes doses de radiação", explica o director do instituto, Boris Lapin. "Por isso é melhor experimentar com macacos em vez de cães ou outros animais."

O instituto vai seleccionar macacos para, eventualmente, voarem para Marte antes dos humanos. Após dois anos de experiências, os 40 macacos mais adequados serão enviados para o Instituto de Problemas Biomédicos de Moscovo, onde os cientistas estudam biomedicina espacial.

As experiências com macacos serão desenvolvidas ao mesmo tempo que o projecto Mars-500. O projecto, que deve ter início no próximo ano, destina-se a simular as condições do voo interplanetário. Os voluntários terão que passar 17 meses numa nave espacial a fingir em Moscovo.

Mas a expedição real não deve ter lugar antes de se passarem 10 anos, na melhor das hipóteses.

Para além dos efeitos da radiação, os cientistas espaciais pretendem verificar como os macacos reagem à ausência prolongada de peso, ao isolamento e a uma dieta especial de sumos e alimentos em puré.

O directo do programa Mars-500, Viktor Baranov, diz que 520 dias "são suficientes para o voo até Marte, 250 dias na ida, 250 dias para regressar e um mês pousados em Marte".

Actualmente, a Rússia é um dos poucos países em que ainda se realizam experiências com primatas. "A humanidade sacrifica mais de 100 milhões de animais por ano em nome da saúde e da beleza. É tempo de pensar em alternativas às experiências com animais", diz Andrei Zbarsky, do grupo conservacionista WWF. "Estou convencido que os cientistas irão repetir a história da Laika, o primeiro cão no espaço. Hoje já não é segredo que o cão morreu de stress nervoso imediatamente após o lançamento do foguetão e o seu corpo morto andou em órbita durante duas semanas."

 

Lapin admite que o instituto recebeu objecções dos seus colegas europeus preocupados com as experiências em animais. Um investigador do instituto, Anaida Shaginyan, diz que "claro que tenho pena dos macacos, eles podem morrer, mas as experiências são necessárias para preservar a vida dos cosmonautas que irão voar até Marte".

O instituto tem um programa para macacos, não sendo necessário capturá-los na natureza para as experiências. Doze macacos já voaram em naves soviéticas e russas em missões anteriores.

Abrek e Bion foram os primeiros a ir para o espaço, em Dezembro de 1983. Após um voo de cinco dias aterraram no Cazaquistão e foram devolvidos ao grupo após reabilitação. Dois anos mais tarde, Verny e Gordy passaram sete dias no espaço, em 1987 Dryoma e Yerosha passaram duas semanas em órbita e foram apresentados, após regressarem, a Fidel Castro.

Macaco cosmonauta veterano KroshDepois destas viagens já houve três voos de duas semanas: em 1989, 1992 e 1996. Depois o projecto foi interrompido por falta de fundos e agora as experiências são feitas na Terra em condições de gravidade zero simuladas.

Krosh é o macaco estrela do instituto. "Com 16 anos de idade, ele teria 60 anos se fosse humano mas é muito activo e reage bem tanto à comida como às fêmeas", diz Shaginyan. "Depois da reabilitação ele já teve filhos, prova de que o voo no espaço não lhe afectou a saúde." 

 

 

Saber mais:

Mars 500

Peixes no espaço para ajudar no estudo de perturbações no equilíbrio

Experiências em animais - um bom guia para os estudos clínicos?

Uma grande macacada!

 

 

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