2008-04-13

Subject: Mapa revela hotspots de biodiversidade cruciais

 

Mapa revela hotspots de biodiversidade cruciais

 

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Giant leaf-tailed gecko (Image: Piotr Naskrecki)

Os cientistas desenvolveram uma técnica que identifica hotspots chave para a biodiversidade, algo que consideram de grande ajuda para o desenvolvimento de estratégias de conservação mais eficazes.

Os investigadores utilizaram o sistema para identificar os habitats vitais em Madagáscar, lar um leque imenso de espécies únicas. Dizem que a sua metodologia permite ficar a conhecer a área exacta em que há maior diversidade de organismos.

Mais de 80% das espécies conhecidas desta ilha nação são únicas no mundo. "Madagáscar é um local espantoso devido à sua história evolutiva", explica a co-autora Claire Kremen, bióloga conservacionista na Universidade da Califórnia, Berkeley.

Segundo ela, em resultado da sua separação do continente africano há 160 a 80 milhões de anos, a flora e a fauna locais permaneceram em relativo isolamento do resto do mundo. "É como entrar num laboratório evolutivo porque quase tudo o que aqui há é único. Como é a quarta maior ilha do mundo, tem diversos ecossistemas, desde desertos, florestas tropicais, montanhas elevadas, terras baixas e incríveis recursos marinhos."

"Também ocorreu muita diversificação de plantas e animais na ilha, logo não é apenas um local onde muitas espécies são únicas mas também um local muito rico em biodiversidade. O problema é saber que áreas proteger."

Em 2003, o presidente de Madagáscar anunciou planos para triplicar a dimensão das áreas protegidas numa tentativa de conservar a fauna e flora locais, muita da qual já está ameaçada pelo desenvolvimento humano.

Numa tentativa de ajudar o governo a decidir que áreas proteger, uma equipa internacional de investigadores reuniu os dados existentes dos cientistas locais sobre mais de 2300 espécies. 

lemur (Image: Edward E Louis Jr)"Incluíram muitos grupos diferentes de espécies: lémures, geckos (osgas), rãs, formigas, borboletas e muitas espécies vegetais", diz Kremen. "Uma vez todos estes dados acumulados, colocámo-los numa análise optimizada, pois parece ser a melhor solução para proteger todas estas espécies. Descobrimos que seria cerca de 10% do país a conter todas estas 2300 espécies."

Mas a análise foi um passo mais à frente, diz Kremen: "Uma coisa é incluir uma espécie numa zona protegida, outra é pensar se a espécie terá habitat suficiente incluído na zona protegida e uma população suficientemente grande para sobreviver no futuro. O nosso software permite encontrar uma solução que inclua as espécies e o máximo de habitat possível."

O programa também permite identificar quais as espécies que enfrentam um maior risco de extinção. "Algumas espécies aguentam-se bem em ambientes dominados pelo Homem e com essas não precisamos de nos preocupar. Mas outras podem já estar severamente ameaçadas ao perder parte do seu habitat, ou estarão no futuro por apenas existirem numa localização. A nossa análise deu mais peso a essas espécies."

 

No passado, tem-se utilizado uma série de maneiras de seleccionar áreas a conservar, como identificar uma "espécie simbólica". 

"Se protegermos recursos suficientes para esta espécie importante que precisa de muita área, espera-se que esta espécie sirva de guarda-chuva sob o qual muitas outras acabem também protegidas", explica Kremen. "Não é uma má metodologia mas pode não abranger toda a biodiversidade que queremos proteger, há tendência para perder algumas espécies, que ficam fora das áreas protegidas." 

"Os nossos resultados mostraram que basear a conservação nas necessidades de uma única espécie ou grupo de espécies, como as borboletas, não é suficiente. 

Agora é possível obter um mapa da complexa rede de vida nas zonas mais ricas em biodiversidade para nos ajudar a tomar decisões de conservação e aumentar as hipóteses de sobrevivência."

A descoberta surpreendeu os investigadores ao salientar habitats que tinham sido negligenciados no passado, como florestas costeiras e cordilheiras centrais com pequenas bolsas de arvoredo.

A equipa apresentou os resultados ao governo da ilha para que possam ajudar a desenhar a estratégia de conservação e esperam que a sua abordagem possa ser facilmente transferida para outras regiões prioritárias no mundo. 

 

 

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