2004-02-10

Subject: Descoberta nova espécie de alforreca

News of the Wild

 

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Descoberta nova espécie de alforreca

 

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Investigadores descobriram uma nova alforreca, tão diferente das espécies já conhecidas que mereceu a formação de uma nova família. A diáfana criatura, que vive nas águas ao largo da Califórnia, tem o corpo em forma de sino e 4 braços carnudos. 

A criatura recebeu a alcunha de "bumpy" pelos seus descobridores, devido aos pequenos altos (bumps em inglês) que cobrem o seu corpo, mas agora já foi devidamente baptizada Stellamedusa ventana. A designação "Stella" refere-se tanto à sua coloração azulada translúcida como aos braços, que lhe dão o aspecto de uma estrela cadente ou de um cometa. "Medusa" é o nome dado aos animais do tipo alforreca, cnidários de vida livre. O epíteto específico de "ventana" refere-se ao robô submarino que primeiro captou o animal em vídeo, explica o seu descobridor Kevin Raskoff, do Monterey Bay Aquarium Research Institute. 

O animal é muito invulgar pois apresenta braços em vez de tentáculos, diz Raskoff. Os braços prolongam-se para fora do corpo em forma de sino da alforreca e funcionam como um par de lábios extensíveis, conduzindo a comida à boca. Os pequenos altos que cobrem lhe cobrem o corpo são conjuntos de células urticantes, que ajudam a capturar as presas. 

A anatomia e comportamento desta alforreca são suficientemente diferentes para justificar uma nova subfamília. Isto é algo realmente importante, diz Raskoff. Para termos uma ideia, os leões e os gatos domésticos pertencem à mesma família, mas a diferentes subfamílias. Esta situação é equivalente nas alforrecas. A nova subfamília foi designada Stellamedusinae, aumentando o número de subfamílias de medusas para 8. 

Raskoff e o seu colega George Matsumoto esperaram anos, após avistarem a alforreca pela primeira vez, antes de publicarem a sua descoberta pois queriam recolher mais informação sobre ela. 

Desde que foi observada pela primeira vez, há 13 anos, esta fugidia alforreca apenas foi observada 7 vezes, 5 na baía de Monterey e 2 no golfo da Califórnia, a vários milhares de quilómetros de distância. Não se faz ideia de onde mais poderá ser encontrada. 

 

Pensa-se que deverá viver a profundidades entre os 150 e 0s 550 metros, mesmo abaixo do alcance da luz solar. Este oceano escuro é lar para muitas espécies de alforrecas e outras criaturas gelatinosas. 

Deve ser muito rara, considera a perita em medusas Claudia Mills, do Friday Harbor Laboratories da Universidade de Washington. Se assim não for, as pessoas não têm dado por ela. As alforrecas são frequentemente apanhadas pelas redes de pesca mas são imediatamente cortadas em pedaços pelo puxar da rede, o que torna muito difícil a sua identificação. 

Durante um mergulho, Raskoff e Matsumoto capturaram um espécime e trouxeram-no para o laboratório, onde a mantiveram viva com pequenos camarões e pedaços de lula. A comida era capturada pelos pequenos altos do corpo do animal, sendo depois transferida para os braços e deslocada em direcção à boca. 

Os pequenos altos provavelmente injectam venenos nas presas, matando-as, especula o biólogo marinho David Conway, da Marine Biological Association of the United Kingdom. Raskoff suspeita que o animal, que é relativamente grande com 10 cm de diâmetro e 20 cm de comprimento, se possa alimentar de presas grandes como outras alforrecas. 

 

 

Saber mais: 

Nature- Close encounters of the jelly kind

 

 

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@ Born to be Wild, 2004


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