2008-03-30

Subject: Descoberta mutação cancerígena específica da raça 

 

Descoberta mutação cancerígena específica da raça 

 

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Os geneticistas que procuravam variações genéticas que aumentassem o risco de cancro colo-rectal descobriram a primeira a ter um efeito específico num determinado grupo étnico.

A mutação aumenta o risco de cancro do cólon em caucasianos em 10% mas não tem o mesmo efeito na população japonesa.

A variante do gene é a primeira conhecida a aumentar o risco de cancro do cólon, a terceira forma de cancro mais comum no mundo, num grupo populacional mas não noutro, diz Malcolm Dunlop, da Universidade de Edimburgo, Reino Unido, que liderou o estudo.

A descoberta aumenta a possibilidade de testes específicos para cada raça surgirem para avaliação do risco de desenvolvimento de cancro colo-rectal, que se encontra entre os cancros mais fáceis de tratar, se detectados antecipadamente.

Há muito que os geneticistas procuram genes específicos de cada raça que aumentem o risco de outros tipos de cancro mas os resultados podem ser mais relevantes para o cancro colo-rectal por este ser mais dependente que os restantes de factores relacionados com o estilo de vida do paciente.

Outros cancros comuns, como o cancro da mama ou da próstata, parecem mais inevitáveis. "O bom do cancro dos intestinos é que pode ser prevenido", explica Dunlop.

Intrigantemente, a variante genética apenas tem um efeito específico para a raça sobre o risco do cancro do cólon. Tanto os caucasianos como os japoneses portadores desta mutação tinham um risco mais ou menos igual de desenvolver cancro rectal, mostrando que o efeito da mutação deve ser mais subtil e específico.

Dunlop diz que não é claro de que forma a mutação, encontrada no cromossoma 11, influencia o risco de cancro. De facto, diz ele, nem se encontra num gene mas sim numa massa de DNA não codificante.

 

Os investigadores descobriram a mutação após recolher amostras de DNA de mais de mil escoceses com cancro e de controlos saudáveis. Analisaram mais de meio milhão de possíveis variações candidatas para ver quais as que surgiam mais frequentemente nos pacientes, quando comparados com os saudáveis.

Após repetirem o processo várias vezes com muitos outros milhares de pacientes e comparando as amostras as de outros grupos raciais, descobriram três locais no genoma humano que conferem decididamente um risco de cancro colo-rectal, um dos quais tinha diferentes efeitos dependendo do paciente ser escocês ou japonês.

Um estudo semelhante, liderado por Richard Houlston do Instituto de Investigação sobre Cancro de Sutton, Reino Unido, acrescenta detalhes sobre outras duas mutações associadas ao cancro colo-rectal, o que faz subir o número total para sete.

Pessoas portadoras de todos os sete factores de risco conhecidos têm 4 a 5 vezes maior probabilidade de desenvolver cancro colo-rectal do que os que não apresentam nenhum deles, diz Dunlop.

Testes específicos para cada raça ou mesmo testes personalizados para a susceptibilidade ao cancro estão a começar a ser uma possibilidade muito real, diz Dunlop, ainda que acrescente que esse dia ainda deva demorar mais uns anos a chegar. 

 

 

Saber mais:

Institute of Cancer Research

MRC Human Genetics Unit

 

 

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