2008-03-19

Subject: Cauda das osgas é crucial nas suas acrobacias aéreas

 

Cauda das osgas é crucial nas suas acrobacias aéreas

 

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Gecko (Robert Full/UC Berkeley/PNAS)

A cauda de uma osga é tão crucial para as habilidades acrobáticas deste animal como as suas patas 'peganhosas', relatam os cientistas após um estudo recente ser conhecido.

Um vídeo de alta velocidade revela que o animal usa a cauda como uma quinta pata, o que o impede de derrapar quando sobe por superfícies molhadas. Para além disso, o filme mostra que se cair, uma reviravolta da cauda é tudo o que é preciso para a osga aterrar com as patas para baixo.

O estudo foi agora publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os investigadores da Universidade da Califórnia, Berkeley, dizem que a descoberta pode ajudar no desenvolvimento de robots trepadores melhorados, bem como veículos planadores não pilotados.

A osga é uma das melhores trepadoras do mundo natural, com as suas patas cobertas por milhões de pêlos microscópicos que lhe permitem aderir a superfícies lisas sem qualquer esforço. 

Mas se as patas 'peludas' deste réptil têm sido extensivamente estudadas, pouco se sabia, até agora, acerca da importância e papel da cauda da osga.

Gecko (Science Photo Library)Bob Full, director do Centro de Educação e Investigação Interdisciplinar Bio-inspirada da Universidade da Califórnia, Berkeley e um dos autores do estudo agora publicado na PNAS, refere: "Inicialmente, pensávamos que a capacidade de trepar da osga estava toda relacionada com as patas, mas agora sabemos que isso claramente não é correcto e que a cauda é crítica."

Os cientistas investigaram as perícias acrobáticas da osga usando vídeo de alta velocidade e descobriram que se um animal estava a trepar por uma superfície escorregadia e 'perdia o pé', pressionava a cauda contra a superfície de modo a impedir que deslizasse para trás enquanto se voltava a agarrar.

A equipa também descobriu que a cauda era muito útil se ocorria uma queda perigosa.

 

Full comentou: "Concebemos uma experiência em que pudéssemos ver o que acontecia se uma osga caísse da parte de baixo de uma folha. Os animais começavam por cair de costas mas depois davam uma chicotada com a cauda e rodavam de modo a ficarem numa posição de queda livre ou, se preferirmos, uma posição de 'super-homem'."

Esta manobra permitia à osga aterrar com as patas para baixo e evitar ferimentos potencialmente graves.

Enquanto outros animais, como os gatos, podem rodar o corpo quando em queda de modo a colocarem-se numa posição de aterragem mais segura, as osgas são um dos poucos que utiliza a cauda para o fazer.

Mas antes de aterrar, a cauda da osga pode entrar em acção ainda mais uma vez.

Full explica: "Colocámos osgas num túnel de vento vertical e descobrimos que elas conseguem planar de forma estável e usar as caudas para virar, planam para um lado e depois viram à esquerda, planam mais um pouco e depois viram à direita, etc."

GeckoNa natureza este tipo de capacidade de manobra pode permitir ao animal dirigir a sua descida aérea de forma a aterrar num ramo em vez de bater no solo, se estiver a cair da copa das árvores numa floresta tropical, acrescenta ele.

Os investigadores estão convencidos que a cauda da osga pode vir a inspirar os engenheiros.

"Esta descoberta é outro exemplo da forma como a investigação fundamental pode levar a aplicações inesperadas: novos robots trepadores ou planadores, veículos aéreos não pilotados altamente manobráveis ou mesmo controlo da eficiência energética em veículos espaciais", diz Full.

 

 

Saber mais:

Vídeo - Acrobacias aéreas das osgas

Vídeo - Cauda como uma quinta pata

Vídeo - Cauda como leme de direcção

Osgas inspiram ligaduras internas

'Cola' das osgas tira partido do poder dos mexilhões

Center for Interdisciplinary Bio-inspiration in Education and Research

 

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