2008-03-18

Subject: Como julgamos os pensamentos dos outros ...

 

Como julgamos os pensamentos dos outros ...

 

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Como sabemos em que está outra a pessoa a pensar? Um novo estudo sugere que usamos a mesma região do cérebro que usamos quando pensamos em nós próprios, mas apenas enquanto pensarmos que a pessoa é semelhante a nós.

Quando pomos em questão as opiniões ou sentimentos daqueles diferentes de nós, esta região do cérebro não está envolvida, demonstra a nova pesquisa agora conhecida. 

Isto pode significar que temos mais tendência para cair em estereótipos, o que pode ajudar a compreender as causas de tensões sociais como o racismo ou as disputas religiosas.

Neurocientistas liderados por Adrianna Jenkins, da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, fizeram a descoberta quando tentavam deduzir de que forma o cérebro avalia os pensamentos dos outros. Como Jenkins explica, julgar a forma como os outros se sentem é uma competência social muito valiosa, porque não temos forma de ver o que se passa no interior da cabeça de alguém. 

"Como é que conseguimos ultrapassar o fosso entre a nossa mente e as mentes dos que nos rodeiam?", pergunta Jenkins.

A resposta parece ser que depende de se nos sentimos identificados com essa pessoa ou não, diz Jenkins. Por outras palavras, a forma como o nosso cérebro lida com a questão da atitude de alguém em relação a algo, desde engarrafamentos de trânsito a arte impressionista, depende completamente da forma como nos relacionamos com esse alguém enquanto pessoa.

Jenkins e os seus colegas estudaram uma região do cérebro conhecida por córtex pré-frontal ventral mediano, que se sabe estar envolvida no pensamento sobre nós próprios. Se nos perguntarem, por exemplo, se gostamos de futebol, esta região do cérebro activa-se enquanto reflectimos sobre o nosso amor (ou falta dele) a este desporto.

Para descobrir o que acontece quando consideramos as opiniões dos outros, os investigadores mostraram a estudantes universitários da área de Boston fotografias e descrições de pessoas semelhantes e diferentes, ou um colega estudante liberal do nordeste americano ou um fundamentalista republicano dos estados do Midwest. 

Seguidamente eles perguntaram aos estudantes uma série de questões, como "gostas de cogumelos ou de pizza?", e pediram-lhes que adivinhassem as respostas de duas pessoas fictícias.

 

Os voluntários revelaram actividade no córtex pré-frontal ventral mediano quando avaliavam as opiniões daqueles com as mesmas experiências que eles, relatam os investigadores na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Quando consideravam as preferências relativamente a pizza de uma pessoa não semelhante, esta região do cérebro não era activada.

"Quanto mais considerarmos uma pessoa semelhante a nós, mais empatia sentimos em relação a ela", explica Jenkins. "Podemos estar a ver as pessoas diferentes de nós como menos que humanas."

Ainda que as questões do estudo tenham sido propositadamente apolíticas, os resultados podem ainda assim lançar alguma luz sobre os conflitos sociais entre grupos de pessoas que vêm outros como muito diferentes, diz Jenkins.

A teoria psicológica sugere que outra forma de deduzir os sentimentos dos outros, sem referência aos nossos próprios sentimentos, é depender apenas de assumpções sociais. Isto, sugere ela, pode ser a causa de tensões raciais ou religiosas.

"É muito plausível que usemos estereótipos para as pessoas diferentes de nós", diz Jenkins. "Se isso é útil ou prejudicial é uma questão em aberto."

Jenkins está agora a investigar este efeito usando pessoas de diferentes raças, para verificar se obtém os mesmos resultados. Até agora escolheu voluntários de origem ocidental e oriental, pois usar grupos raciais com um historial de tensão, como os israelitas e os palestinianos, pode alterar os resultados, diz ela.

No entanto, esta investigação faz surgir a esperança de criar mais empatia com pessoas diferentes de nós. Outra investigação realizada por Jenkins sugere que podemos 'colocar-nos no lugar dos outros' mais eficientemente apenas por passarmos 5 minutos a escrever sobre eles na primeira pessoa, talvez sugerindo que podemos realmente ver o ponto de vista da outra pessoa se tentarmos um pouco. 

 

 

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