2008-03-16

Subject: Glaciares com reduções recorde

 

Glaciares com reduções recorde

 

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A taxa a que alguns dos glaciares do mundo estão a derreter mais que duplicou, revelam dados recolhidos pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP).

A média de redução dos glaciares subiu de 30 centímetros por ano entre 1980 e 1999 para 1,5 metros em 2006. Algumas das maiores perdas ocorreram nos Alpes e nos Pirinéus, na Europa.

Os peritos já vieram, mais uma vez, apelar a uma "acção imediata" para reverter esta tendência, considerada um indicador crucial das alterações climáticas em curso.

As estimativas para 2006 indicam reduções de 1,4 metros de 'equivalente em água', quando comparadas com cerca de meio metro em 2005.

Achim Steiner, subsecretário geral das Nações Unidas e director executivo da UNEP, comentou: "Milhões, se não milhares de milhões, de pessoas dependem directa ou indirectamente destas estruturas naturais de armazenagem de água, tanto para beber como para a agricultura, industria ou geração de electricidade."

"Há já demasiados canários a emergir da mina das alterações climáticas. Os glaciares são talvez entre aqueles que fazem mais barulho e é absolutamente essencial que todos o oiçam."

Segundo ele, já muitas acções estão a ser tomadas e todas apontam para os elementos de uma economia mais verde que estão a emergir dos investimento de mais dinheiro em energias renováveis.

Steiner continuou: "O teste virá no final de 2009, na conferência sobre o clima que decorrerá em Copenhaga. Aí os governos têm que chegar a a acordo sobre novas reduções das emissões e um regime focado na adaptação. Senão, tal como os glaciares, a nossa capacidade de manobra e a oportunidade de agir pode simplesmente derreter à nossa frente."

Ian Willis, do Instituto de Investigação Polar Escocês, refere: "Ainda não é demasiado tarde para impedir a redução destes rios de gelo mas temos que agir imediatamente."

As descobertas foram compiladas pelo Serviço de Vigilância dos Glaciares Mundiais, apoiado pela UNEP, e o espessamento ou degelo são calculados em termos de 'equivalentes de água'. Foram analisados glaciares de 9 cordilheiras a nível mundial.

 

Wilfried Haeberli, director do serviço, disse: "Os últimos números são parte do que parece ser uma tendência em aceleração, sem fim aparente à vista. Continua a tendência de perda acelerada de gelo que tivemos nas últimas duas décadas e meia e traz as perdas totais desde 1980 para mais de 10,5 metros de equivalente de água."

Durante o período 1980 a 1999, a taxa média de perda de gelo rondava os 0,3 metros por ano mas desde a viragem do milénio, a taxa aumentou para cerca de meio metro por ano.

O recorde de perda anual durante estas duas décadas, 0,7 metros em 1998, foi agora excedido por três dos últimos seis anos (2003, 2004 e 2006).

Em média, um metro de equivalente de água corresponde a 1,1 metros de espessura de gelo. Isso sugere que uma redução adicional de 1,5 metros de gelo em 2006 e desde 1980 uma redução total na espessura do gelo de pouco mais de 11,5 metros.

No seu todo, a investigação inclui números de cerca de 100 glaciares, com os dados a mostrar uma redução significativa a ocorrer na Europa, incluindo países como Áustria, Noruega, Suécia, Itália, Espanha e Suíça. O glaciar norueguês Breidalblikkbrea, por exemplo, sofreu uma das maiores reduções, perdendo 3,1 metros. 

 

 

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