2008-03-14

Subject: Aves usam 'bigodes' como os gatos

 

Aves usam 'bigodes' como os gatos

 

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Penas extravagantes sempre tinham sido consideradas meros ornamentos mas um par de biólogos mostrou que uma pequena ave marinha utiliza as plumas da cabeça como um gato usa os bigodes, para sentir o caminho através de passagens estreitas e escuras.

Adequadamente baptizada torda-de-bigode Aethia pygmaea, a pequena ave marinha reproduz-se nas ilhas vulcânicas Kuril e Aleutas, ao longo da orla do Pacífico norte.

Põem os ovos em pequenas câmaras que só podem ser alcançadas através de passagens estreitas repletas de rochas vulcânicas aguçadas, de onde entram e saem apenas à noite.

As tordas-de-bigode são a mais decorada das seis espécies conhecidas de tordas e uma das únicas duas que são nocturnas. Penas brancas e rijas salientam-se acima e abaixo dos olhos, destacando-se do corpo cinzento escuro da ave, que também apresenta uma pluma escura formando uma popa no topo da cabeça.

Sampath Seneviratne e Ian Jones, da Universidade Memorial de St John’s, Newfoundland, Canadá, colocaram a hipótese de as penas protuberantes poderem ser responsáveis por um sentido do toque que guie as aves no escuro.

Para testar a sua ideia, Seneviratne capturou 99 aves de noite, à medida que deixavam ou regressavam aos seus ninhos na ilha Buldir, uma das Aleutas no Alaska, e colocou-as num labirinto de madeira construído de forma a assemelhar-se a um ninho típico de torda.

Seguidamente ele observou as aves com uma câmara vídeo de infravermelhos, à medida que elas se baixavam para evitar obstáculos superiores e contou o número de vezes que as aves batiam com a cabeça.

 

Cada torda atravessou o labirinto escuro três vezes, uma com as suas penas faciais protuberantes presas para trás com fita-cola, outra vez com fita-cola na cabeça mas com as penas faciais livres e uma última vez sem qualquer restrição.

As tordas enviadas através do labirinto com as penas faciais coladas para trás na cabeça batiam com a cabeça mais do dobro das vezes que as que tinham essas penas livres.

“Isto é uma novidade e é muito interessante”, diz Robert Montgomerie, da Universidade de Queens em Kingston, Ontário, Canadá, que estuda a evolução da plumagem ornamental em aves mas que não participou neste estudo. “Penso que este é o primeiro estudo que demonstra que há uma vantagem táctil real na presença destas penas faciais."

As penas brancas e rígidas pertencem à categoria das cerdas rictais, que há muito se suspeitava terem uma função sensorial mas a teoria raramente tinha sido testada, comentam Montgomerie e Seneviratne, e os resultados obtidos tinham sido muito variáveis.

As cerdas, ou barbilhões, que rodeiam os bicos das aves insectívoras pensava-se que ajudassem a detectar insectos, por exemplo, mas uma experiência semelhante revelou que essas aves não tinham qualquer dificuldade na captura da presa quando as cerdas estavam coladas para trás. 

 

 

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