2008-03-10

Subject: Ossos de anões do Pacífico causam controvérsia

 

Ossos de anões do Pacífico causam controvérsia

 

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Um antropólogo alega ter identificado vários ossos pertencentes a uma novo tipo de humano de pequeno porte nas grutas de uma ilha do Pacífico sul.

Lee Berger, da Universidade de Witwatersrand, África do Sul, afirma os crânios e ossos, pertencentes a 26 indivíduos que viveram há mil a 3 mil anos, fornecem uma nova abordagem acerca da questão de como os humanos se podem tornar anões em ambientes insulares.

Se for verdade, a descoberta reacende o debate sobre o ‘hobbit’, um pequeno esqueleto de um hominídeo primitivo descoberto na ilha de Flores, Indonésia, cerca de 2 mil Km a sul de Palau. Alguns investigadores alegam que o hobbit é uma espécie diferente, baptizada Homo floresiensis, que sobreviveu em Flores até há 13 mil anos, enquanto outros consideram os ossos pertencentes a Homo sapiens deformados ou malformados.

Berger não considera os ossos de Palau uma nova espécie: ao contrário do hobbit de Flores, os crânios de Palau não mostram evidências de um cérebro particularmente pequeno. Berger diz que a pequena pélvis, formações dentárias e medidas dos ossos longos pertencem a verdadeiros anões, pessoas que diminuíram de tamanho, talvez devido aos recursos limitados da ilha ou um defeito genético. 

Mas outros investigadores estão muito cépticos em relação à teoria do anão. “A nível científico, é quase inacreditável", diz Scott Fitzpatrick, antropólogo da Universidade Estatal da Carolina do Norte em Raleigh, que estuda a região há uma década. “Vamos precisar de confirmações independentes."

Os ossos de Palau podem simplesmente pertencer a crianças. Fitzpatrick descobriu vários ossos de juvenis num local que estudou na ilha Orrak, 4 Km a norte dos locais de Berger. Pode ter sido costume local enterrar as crianças juntas, salienta ele.

Fitzpatrick questiona o porquê de este grupo se tornar anão quando pessoas de estatura normal viviam à sua volta ao mesmo tempo. Ele já publicou estudos sobre as zonas funerárias do Pacífico ocidental mais antigas de que há conhecimento, com 3 mil anos de idade, numa ilha de Palau a norte dos locais de Berger.

Esta nova alegação foi primeiro revelada num filme comercial produzido pela National Geographic Society, que financiou em parte a expedição de Berger. Ainda que o filme apenas seja emitido nos Estados Unidos a 17 de Março, já foi emitido na Ásia a 1 de Março, antes da publicação nas revistas científicas, o que atraiu críticas dos pares.

 

Em Palau, funcionários governamentais e líderes tradicionais estão preocupados com o facto de os locais funerários sagrados comecem a ser explorados pelos média e não apenas com objectivos científicos. Adalbert Eledui, o gestor dos recursos do estado na região, considera o filme "não científico" e que deveria ter sido avisado antes da emissão ter ido para o ar, de forma a proteger os locais contra o afluxo de visitantes. 

Os ossos que Berger descreve provêm de dois locais funerários a 15 Km de distância um do outro, há muito conhecidos dos cientistas, turistas e saqueadores de tumbas. Um dos locais, Ucheliungs, é conhecido pela 'gruta do Tarzan' porque as pessoas de balançam das lianas e o outro, Omedokel, conhecido pela 'caverna dos ossos', já conteve pilhas de ossos, crânios e objectos de cerâmica, a maioria dos quais já foi pilhado.

A maioria dos chefes das ilhas nunca visitou as cavernas antes da semana passada, porque os locais vulgarmente evitam os locais funerários. O chefe supremo de Palau, Yutaka Gibbons, referiu que tinha ouvido falar dos ossos através de pessoas que conversavam num restaurante sobre o filme. “Isto mostra desrespeito pelo nosso povo, país e leis. Antes de fazerem alguma coisa, tinham que ter conversado connosco." 

Berger defende-se alegando que pensava que os líderes tinham sido informados do seu trabalho nas grutas. "Isto parece o exemplo clássico do que pode correr mal quando a ciência e o processo de revisão são conduzidos pelos média", diz Tim White, paleoantropólogo da Universidade da Califórnia, Berkeley. 

Berger diz que não sabia que o filme estava calendarização para estrear antes da publicação do artigo na revista PLOS. “Isso é simplesmente estúpido." 

 

 

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